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Diagnóstico da crise econômica


Simpi

28/12/2016 | 07:14


Com base em três anos de pesquisas sobre o mercado empresarial, o Simpi (Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo) elaborou diagnóstico de ações necessárias para que o Brasil saia da crise. Encomendado ao ex-economista-chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Roberto Luis Troster, o estudo mostra que as medidas econômicas anunciadas pelo governo federal na última semana não atendem plenamente a real situação do País, trazendo consequências positivas somente a longo prazo.

A problemática começa com a ausência do parecer correto sobre a turbulência. Conforme o estudo aponta, o Brasil está em crise de crédito. Processo em que o encolhimento e o encarecimento da oferta de crédito se refletem em menos estoques e menos atividades das empresas.

Para a reversão do quadro, foram construídas cinco medidas que impactarão na retomada da economia nacional. A primeira é a redução de custos, principalmente as taxas de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e os depósitos compulsórios. A segunda ação é a reforma da tributação de aplicações, já que a estrutura de captações do sistema financeiro nacional é antiquada e corresponde à época de alta inflação, necessitando de atualização conforme a situação financeira atual do País. O terceiro tópico é de reestruturação de dívidas com bancos, apresentando prazos acessíveis para diminuir o índice de negativados: todas as dívidas teriam o prazo estendido para 30 meses e as taxas de juros seriam reduzidas para 2% ao mês, para pessoas jurídicas, e 3% ao mês para pessoas físicas.

O quarto item é a mudança de paradigma do Sistema Financeiro Nacional, na qual o sistema deve continuar sólido e rentável, mas pode alongar os prazos e se tornar estável, eficiente, inclusivo, inovador e global. Por fim, é necessária transformação do modelo econômico existente, com reforma extensa nos principais fatores nacionais, como agências regulamentadoras, concessões, dívidas públicas, entre outros.

Diagnósticos - Desde março de 2013, o Simpi mantém parceria com o Instituto Datafolha para elaborar rodadas da pesquisa Indicador da Atividade da Micro e Pequena Indústria, que tem como objetivo mapear o cenário das MPIs (Micro e Pequenas Indústrias) no Estado de São Paulo. “Há algum tempo a pesquisa vem mostrando estabilidade negativa do setor. Por isso, achamos conveniente realizar estudo mais aprofundado, e convidamos o professor Troster a pensar essas medidas conosco”, explicou o presidente do sindicato, Joseph Couri. “São medidas que mostrarão o que fazer agora, para mudar imediatamente, dentro daquilo que é possível ser feito. E este estudo mostra que é possível ter medidas imediatas e a solução de um problema. Nós estamos apresentando propostas concretas, que não precisam de dinheiro do governo, mas que necessitam apenas de vontade política para o País voltar a crescer”, finalizou o dirigente.

Os estudos - A apresentação O Bê-A-Bá do Crescimento Já, elaborada em parceria com o economista Roberto Luis Troster, e as 45 edições do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendadas pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo e efetuadas pelo Datafolha, estão disponíveis no site da entidade (www.simpi.org.br).

É importante salientar que 42% das MPIs de todo Brasil estão no Estado de São Paulo. 



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