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Sua Saúde

Publicado em sexta-feira, 23 de dezembro de 2016 às 07:07 Histórico

Colangite esclerosante - Dr. Léo Kahn

Colangite é um processo inflamatório das vias biliares, que são um conjunto de ductos que ligam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno.

A bile produzida pelo fígado através desses canais chega à vesícula, onde fica armazenada, durante o processo de digestão volta a percorrer as vias biliares, desta vez em direção ao duodeno para auxiliar na digestão das gorduras.

Lesões crônicas levam à formação de cicatrizes na árvore biliar, com estreitamentos mais ou menos intensos, reduzindo o fluxo de bile e levando ao seu acúmulo (colestase).

A colestase aumenta a inflamação crônica das vias biliares e em longo prazo aumentam a formação do colangiocarcinoma, enquanto que no fígado com o decorrer do tempo podem levar à cirrose hepática.

Existem três tipos de colangites:
Ascendente é provocada, principalmente, por infecções bacterianas.
Esclerosante primária é mais rara e acredita-se ter origem autoimune, acometendo cerca de dez a 40 pessoas em 1 milhão. Aparece preferencialmente em homens (2:1) com idade média de 43 anos, mas pode surgir em qualquer idade, incluindo em crianças.
Esclerosante secundária é provocada em decorrência de outras causas, como cálculos biliares, presença de vermes, Aids ou decorrente de problemas das endoscopias na via biliar.

Fatores de risco:
Doença inflamatória intestinal.
Retocolite ulcerativa.
Doença de Crohn.
Doenças autoimunes.
Trauma cirúrgico das vias biliares.
Vasculites.
Cicatrizes da árvore biliar.

Sinais e sintomas:
Fadiga.
Febre.
Coceira.
Icterícia.
Hepatomegalia.
Esplenomegalia.
Xantomas.

O diagnóstico é feito pelo histórico e exame físico, associado aos exames laboratoriais de fosfatase alcalina, bilirrubinas, transaminases, do p-Anca (anticorpo anticitoplasma de neutrófilos, padrão perinuclear) e ANA serem comuns (o p-Anca está presente em 33% a 88% dos portadores de CEP). Outros exames complementares de colangiografia endoscópica, ressonância magnética e biopsia hepática podem ser necessários.

Na colangite aguda, a inflamação é secundária a uma infecção das vias biliares, geralmente causada por uma obstrução das mesmas, por cálculos ou tumor.
As complicações mais frequentes durante a evolução da doença e sua cronificação são: avanço da cirrose, sangramento de varizes esofágicas, ascite, e insuficiência hepática e encefalopatia.
Devido à colestase pode ocorrer ainda a osteopenia e deficiência de vitaminas solúveis em gordura como: A, D, E e K.
A colangite pode ser grave, mas tem bom prognóstico se descoberta no início.
Cálculos biliares ocorrem em 25% dos portadores da colangite esclerosante e podem corroborar na piora do quadro.
O colangiocarcinoma pode surgir em 10%, 15% dos portadores, normalmente naqueles com quadro mais grave.
Estima-se que 70% a 90% dos portadores de colangite esclerosante primária sejam também portadores de retocolite ulcerativa inespecífica e doença de Crohn.
Procure um médico hepatologista ou gastroenterologista.
 



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