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Perigo no trânsito


Dom Pedro Carlos Cipollini

09/01/2017 | 07:00


Os frequentes acidentes de trânsito preocupam. Neste período de férias, as mortes nas estradas, infelizmente, aumentam. Nos feriados prolongados em época de festas, como tivemos no fim do ano passado e início deste ano, a distração e a indisciplina no trânsito se fazem sentir de forma acentuada. Segundo a Organização mundial da Saúde, morrem 1,2 milhão de pessoas em acidentes por ano.

A indisciplina no trânsito em uma cidade grande como a nossa é frequente e faz parte do cotidiano. Acontece de tudo. Se fizéssemos uma pesquisa perguntando: ‘Você acha que os motoristas do Grande ABC dirigem bem?’ Qual seria o resultado? Fico imaginando.

Precisamos promover a educação, respeito e solidariedade no trânsito. Um excelente subsídio para tal é a publicação Orientações Para a Pastoral da Estrada, publicada tempos atrás, pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, organismo da Santa Sé. Estas orientações, transformadas nos ‘Dez Mandamentos’ do trânsito seguro, foram divulgadas pela CNBB em parceria com organismos interessados em preservar a vida. A vida é sagrada, é um dom de Deus!

Penso valer a pena considerar estes dez mandamentos e por isso os transcrevo aqui:

– Não matar. O veículo (carro, moto etc) é instrumento a serviço da vida e do progresso. Ao usá-lo se deve respeitar as leis do trânsito para que isto aconteça.

– A estrada e a rua devem ser para você instrumentos de ligação e comunhão entre as pessoas e não local de risco de vida. As estradas são construídas para aproximar as pessoas. Não as transforme em matadouros.

– Cortesia, sinceridade e prudência ajudam você a superar imprevistos. No trânsito, é preciso manter o clima de respeito e amor ao próximo. A sensibilidade nas relações humanas é condição para as pequenas e grandes soluções da vida.

– Seja caridoso e ajude o próximo nas suas necessidades, especialmente as vítimas de acidentes. Amor e justiça são princípios indispensáveis para a convivência humana.

– Que o carro não seja para você expressão de poder e domínio, nem ocasião de cometer erros. O bom uso do carro depende das boas intenções do motorista: o que se passa no coração se expressa nas relações.

– Convença os jovens, e os que já não o são, para que não dirijam quando estão sem condições de fazê-lo. Se beber bebida alcoólica, não dirija! O bom-senso nos ensina a reconhecer nossos limites.

– Ajude as famílias das vítimas de acidente. A solidariedade é importante nas horas difíceis da vida.

– Reúna a vítima e o motorista agressor num momento oportuno, para que possam viver a experiência libertadora do perdão. Somente o perdão liberta e dá paz.

– Na estrada e na rua proteja a vida dos mais vulneráveis.

– Sinta-se responsável pelo outro. Ninguém é mais que ninguém, mas todos somos menos sem o outro.

Que nossa escolha seja sempre promover a vida e para isto respeitar as leis do trânsito.



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