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Palavra do Bispo

Publicado em segunda-feira, 9 de janeiro de 2017 às 07:00 Histórico

Perigo no trânsito

Os frequentes acidentes de trânsito preocupam. Neste período de férias, as mortes nas estradas, infelizmente, aumentam. Nos feriados prolongados em época de festas, como tivemos no fim do ano passado e início deste ano, a distração e a indisciplina no trânsito se fazem sentir de forma acentuada. Segundo a Organização mundial da Saúde, morrem 1,2 milhão de pessoas em acidentes por ano.

A indisciplina no trânsito em uma cidade grande como a nossa é frequente e faz parte do cotidiano. Acontece de tudo. Se fizéssemos uma pesquisa perguntando: ‘Você acha que os motoristas do Grande ABC dirigem bem?’ Qual seria o resultado? Fico imaginando.

Precisamos promover a educação, respeito e solidariedade no trânsito. Um excelente subsídio para tal é a publicação Orientações Para a Pastoral da Estrada, publicada tempos atrás, pelo Conselho Pontifício da Pastoral para os Migrantes e Itinerantes, organismo da Santa Sé. Estas orientações, transformadas nos ‘Dez Mandamentos’ do trânsito seguro, foram divulgadas pela CNBB em parceria com organismos interessados em preservar a vida. A vida é sagrada, é um dom de Deus!

Penso valer a pena considerar estes dez mandamentos e por isso os transcrevo aqui:

– Não matar. O veículo (carro, moto etc) é instrumento a serviço da vida e do progresso. Ao usá-lo se deve respeitar as leis do trânsito para que isto aconteça.

– A estrada e a rua devem ser para você instrumentos de ligação e comunhão entre as pessoas e não local de risco de vida. As estradas são construídas para aproximar as pessoas. Não as transforme em matadouros.

– Cortesia, sinceridade e prudência ajudam você a superar imprevistos. No trânsito, é preciso manter o clima de respeito e amor ao próximo. A sensibilidade nas relações humanas é condição para as pequenas e grandes soluções da vida.

– Seja caridoso e ajude o próximo nas suas necessidades, especialmente as vítimas de acidentes. Amor e justiça são princípios indispensáveis para a convivência humana.

– Que o carro não seja para você expressão de poder e domínio, nem ocasião de cometer erros. O bom uso do carro depende das boas intenções do motorista: o que se passa no coração se expressa nas relações.

– Convença os jovens, e os que já não o são, para que não dirijam quando estão sem condições de fazê-lo. Se beber bebida alcoólica, não dirija! O bom-senso nos ensina a reconhecer nossos limites.

– Ajude as famílias das vítimas de acidente. A solidariedade é importante nas horas difíceis da vida.

– Reúna a vítima e o motorista agressor num momento oportuno, para que possam viver a experiência libertadora do perdão. Somente o perdão liberta e dá paz.

– Na estrada e na rua proteja a vida dos mais vulneráveis.

– Sinta-se responsável pelo outro. Ninguém é mais que ninguém, mas todos somos menos sem o outro.

Que nossa escolha seja sempre promover a vida e para isto respeitar as leis do trânsito.



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