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Interior se destaca no empreendedorismo


Wilson Marini

08/01/2017 | 18:30


Entre as dez cidades de maior destaque no ICE (Índice das Cidades Empreendedoras), da consultoria Endeavor, cinco são do Estado de São Paulo. Além da Capital, ocupam posições principais as cidades de São José dos Campos, Sorocaba, Campinas e Ribeirão Preto. A divulgação dos dados provocou nova onda de exaltação do empreendedorismo no Interior paulista nas editorias de economia e negócios da imprensa nacional. Na sexta-feira, foi a vez do DCI – Comércio Indústria & Serviços reconhecer o salto de qualidade em cidades paulistas ocorrido com a implementação de ações como a melhoria do ambiente regulatório, a qualificação da mão de obra e incentivos fiscais. O índice foi criado em 2014 para avaliar o ecossistema empreendedor das principais cidades do País. Em 2016, o indicador analisou 32 municípios brasileiros, nos aspectos de ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso à Capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

O exemplo de Sorocaba

Sorocaba se destaca por oferecer generosos e objetivos incentivos fiscais para atrair empresas de tecnologia. A legislação de incentivos de Sorocaba prevê isenção de 60% no ISS (Imposto Sobre Serviços), de 100% no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e de 50% na taxa de fiscalização. A cidade chamou a atenção ao subir sete degraus no ranking, da 15ª posição em 2015 para a oitava posição em 2016. Segundo a reportagem, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho da Prefeitura de Sorocaba Geraldo Almeida atribui o avanço do município às políticas de incentivos fiscais que atraíram empresas de tecnologia e de energias renováveis, como as alemãs GFT, de tecnologia da informação, e a Wobben Windpower, fabricante de turbinas eólicas. Segundo ele, a lei municipal de incentivos fiscais não só deve contribuir para a expansão das empresas que já estão na cidade como também para atrair outras companhias, como é o caso da fabricante canadense de painéis solares Canadian Solar, inaugurada em dezembro último.

Caminho aberto

Almeida destaca que a Universidade do Trabalhador e Empreendedor de Negócios de Sorocaba tem auxiliado a formar profissionais para gerir pequenas empresas. “Além disso, houve grande crescimento de estudantes universitários em Sorocaba atraídos pelas empresas instaladas no município. Temos 50 mil alunos de Ensino Superior, dos quais 18 mil matriculados em Engenharia”, relata, destacando que Sorocaba é o maior polo de manutenção de aeronaves executivas do País.

Investimentos

O governo paulista vai licitar em breve projetos de concessões de rodovias, aeroportos regionais e linhas de ônibus intermunicipais de passageiros que somam R$ 10 bilhões em investimentos. Em rodovias, a expectativa é de licitar 1.600 quilômetros em quatro trechos.

Pessimista

Em entrevista à revista CartaCapital, o presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), Paulo Ziulkoski, comentou os desafios que esperam os prefeitos que tomaram posse a 1º de janeiro, diante da crise financeira enfrentada pelas prefeituras. Ele prevê um “cenário desolador” para os novos gestores. Uma das dificuldades se refere à falta de autonomia dos municípios no que se refere a obras e à oferta de novos programas em áreas como Educação, Saúde e assistência social, que deverão sofrer forte impacto com os ajustes previstos pelo governo federal. O líder municipalista também alerta para a crescente dívida previdenciária dos municípios com a União.

Conhecendo o inimigo

Os ovos do mosquito da dengue sobrevivem até um ano em um lugar completamente seco, segundo revelaram técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Para nascer, basta que a água fique em contato com o ovo durante dez minutos para a larva evoluir. E quanto mais calor, mais rápido ele se multiplica. Outra constatação é que a larva se alimenta de qualquer coisa, desde resto de terra até outras larvas. A metamorfose também é rápida. Em apenas quatro dias a larva se transforma em pupa. Nessa fase, dificilmente o futuro mosquito morre.

Mais dinheiro

Segundo o governo federal, desde a identificação do zika vírus no Brasil e sua associação com os casos de má-formações neurológicas, no segundo semestre de 2015, os recursos federais nessa área passaram de R$ 924,1 milhões para R$ 1,29 bilhão, em 2015; e somaram pelo menos R$ 1,87 bilhão em 2016.  



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