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Publicado em domingo, 15 de janeiro de 2017 às 07:30 Histórico

Com inspiração nos videogames

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nem só de diversão vivem os videogames. Elementos como jogabilidade e criatividade têm o mesmo peso do que histórias e universos que recheiam os títulos. E não é de hoje que o cinema fica de olho em sucessos desse entretenimento virtual para desenvolver filmes adaptados. O problema é que nenhuma produção conseguiu repetir o êxito, principalmente artístico, nessa mudança de mídia. 

A sensação que fica é que há algum tipo de maldição quanto a obras do gênero. Figuras como Mario, os irmãos de Double Dragon, o detetive Max Payne e os lutadores de Street Fighter não conseguiram agradar na telona quanto fizeram – e fazem – nos consoles. “Acredito que a dificuldade esteja na adaptação do que funciona nos games para o que fará sentido quando visto nas telonas, uma vez que se perde o trunfo da interatividade na transição dos jogos para os filmes. Super Mario Bros. (1993), por exemplo, tem uma história simples: o herói salva a princesa do monstro. Mas não funcionou”, explica Henrique Almeida, editor do site Boletim Nerd (www.boletimnerd.com.br).

O primeiro aspirante a blockbuster do ano tenta quebrar essa barreira. Assassin’s Creed, que chegou às salas brasileiras na semana passada, busca inspiração na franquia de mesmo nome que completa uma década nesta temporada. A viagem temporal entre Callum Lynch (Michael Fassbender) e seu antepassado mescla ficção científica e cenas de ação e parkour no meio da Inquisição Espanhola, porém não consegue apresentar resultado satisfatório. O sentimento pós-sessão pode ser de decepção, com furos na história e personagens desenvolvidos de maneira superficial.

Outro obstáculo dos estúdios e diretores é lidar com a expectativa do público, tanto os gamers quanto os visitantes comuns do cinema. “Em muitas vezes, os estúdios se concentram tanto em ser fiéis aos jogos que se esquecem de entregar bons filmes. Em 2015, a animação Heróis da Galáxia: Ratchet e Clank foi reprodução exata do jogo lançado para o Playstation 4 e a recepção não foi boa. Por outro lado, Resident Evil (cujo capítulo final estreia em 9 de fevereiro) tem se distanciado da série”, comenta Almeida. “É preciso que as adaptações de jogos para os cinemas equilibrem fidelidade, surpresas e algumas adaptações quando necessário, desde que se encaixem ao universo dos games e sejam compreensíveis ao telespectador leigo.”, completa o jornalista. Continua a busca pela adaptação capaz de passar essa fase. 



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