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O novo RH


Cíntia Bortotto

16/01/2017 | 07:00


Nesta semana darei início a uma série de discussões sobre o papel do RH (Recursos Humanos) no novo contexto das empresas, tendo como base um interessante relatório publicado pela Deloitte, uma das mais importantes empresas de consultoria do mundo. Pude participar de um evento sobre o tema e considero que os pontos apresentados são muito importantes para quem quer entender o que vem acontecendo no mercado e se preparar para o que vem pela frente.

O tema do relatório, feito com empresas do mundo todo, é A Nova Organização, Diferente Pelo Redesenho e reflete uma conclusão bastante significativa: após anos brigando para impulsionar o engajamento dos funcionários, melhorar a retenção dos talentos, a liderança e construir uma cultura corporativa sólida, os executivos têm observado uma crescente necessidade de redesenhar os atuais modelos de organização. Esta questão foi apontada por maioria dos executivos que participaram da pesquisa como uma prioridade. 

O novo modelo das empresas funciona em torno do empoderamento das equipes, impulsionado por novos modelos de gestão liderados por jovens líderes com uma visão mais global. Quem lidera estas mudanças – os CEOs e líderes de recursos humanos – estão focados em entender e criar uma cultura compartilhada, concebendo um ambiente de trabalho para engajar pessoas em um novo modelo de liderança e desenvolvimento de carreira. Em sua busca por pessoas altamente qualificadas, as organizações rivalizam pelos melhores talentos em um mercado cada vez mais transparente.

De uma maneira geral, no meio global, os executivos cada vez mais abraçam tecnologias digitais para reinventar os espaços de trabalho, focando na diversidade e na inclusão como uma estratégia de negócio. Eles estão percebendo que, sem uma forte cultura de aprendizagem, não haverá sucesso. 

Então, vemos que em meio a tantas mudanças o RH terá um novo papel como o grande criador destes novos processos para as pessoas. A missão do líder de recursos humanos está passando de um gestor de talentos para um gestor da experiência dos colaboradores. O grande desafio será simplificar seus processos, ajudar os funcionários a lidar melhor com o fluxo de informação e construir uma cultura de colaboração, empoderamento e inovação. 

Portanto, a tendência é que o RH redesenhe tudo que ele faz hoje: desde o recrutamento, análise de desempenho, planos de carreira até a remuneração. Para fazer isso, novas competências serão necessárias, como o chamado desing thinking, a análise de pessoas e de comportamentos econômicos. 

A que todas estas mudanças levam? Como trabalhar neste contexto? Estas ideias já estão sendo colocadas em prática no mercado brasileiro? Estas e outras questões pretendo trazer à tona em meus próximos textos. Acompanhe e prepare-se para lidar com este novo contexto que estamos vivendo. 

Siga confiante e boa sorte!



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