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Contexto Paulista

Publicado em quinta-feira, 19 de janeiro de 2017 às 07:01 Histórico

Governo aposta em retomada econômica

Os números consolidados de investimentos empresariais no Estado de São Paulo em 2016 confirmam a tendência de retomada da economia para 2017 e os próximos anos, segundo relatório divulgado nesta semana pela agência Investe SP, do governo estadual. Ano passado, foram captados 98 projetos de investimentos, 31% a mais que em 2015 (75). Esses quase 100 projetos representam investimentos que somam R$ 50 bilhões, 306% a mais que os R$ 12 bilhões efetivados de 2015. E mais: os projetos captados em 2016 podem gerar cerca de 84 mil empregos, 222% a mais que os 26,1 mil estimados com os investimentos captados em 2015. “Diante desses números, está claro um sinal de retomada do crescimento. As empresas estão olhando mais para o Estado de São Paulo”, diz Juan Quirós, executivo à frente da agência.

Infraestrutura
Mesmo com a crise nacional, o Estado de São Paulo continua atraindo a atenção de investidores por conta da sua infraestrutura, mercado de 44 milhões de consumidores, universidades e cursos técnicos.

Otimismo entre empresários
Othon Almeida, sócio-líder da área de Desenvolvimento de Mercados da Deloitte, atesta que as perspectivas do empresariado brasileiro para 2017 são “positivas”. Um dado importante, segundo ele, é a evolução dos preços no País. Em 2015, a inflação oficial do Brasil fechou em quase 11%, mas desacelerou ao longo do ano passado, encerrando 2016 em 6,29%, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), abaixo do teto máximo da meta do governo (6,5%). E, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central do Brasil, o mercado espera que a inflação fique em 4,81% este ano, retornando a uma marca próxima do centro da meta (fixada em 4,5%) e causando um efeito positivo sobre a economia, os consumidores e as empresas. A Deloitte oferece serviços de auditoria, consultoria empresarial, assessoria financeira, gestão de riscos e consultoria tributária para clientes públicos e privados de diversos setores.

Reaquecimento
Segundo a análise de Othon Almeida, as PMEs (Pequenas e Médias Empresas), especialmente, esperam ganhar espaço quando a economia se reaquecer. “A perspectiva de recuperação do Brasil faz com que as organizações de menor porte se mostrem mais confiantes com os resultados de seus negócios”, diz ele, baseado em pesquisa da Deloitte intitulada Agenda 2017. De acordo com o levantamento, que contou com a participação de 746 empresas brasileiras de diversos segmentos (das quais 52% PMEs), a soma das receitas líquidas previstas pelas organizações de menor porte deve chegar a cerca de R$ 30 bilhões em 2017, valor nominal 12,2% maior do que os R$ 26,7 bilhões esperados para 2016.

Pequenas e médias
“Apesar de previsões menos otimistas apontarem que a economia brasileira só deve voltar a se reaquecer em 2018, percebemos que as pequenas e médias empresas estão propensas a operar pela mudança de cenário já em 2017”, afirma Almeida. De acordo com a pesquisa, o lançamento de novos produtos ou serviços é a principal prioridade das empresas para destinar seus investimentos este ano; seguido por substituição de máquinas e equipamentos. Outro fator importante é a implementação de práticas de governança e melhorias na qualidade de informação dentro das companhias. “Existem diversas indicações de que tendemos a ter a economia em expansão novamente”, diz ele, citando como exemplo o comércio varejista que, após quatro quedas seguidas, voltou a crescer no último trimestre de 2016.

A força do etanol
O Proálcool (Programa Nacional do Álcool), criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975 e que contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país nas últimas quatro décadas, representa uma das maiores realizações genuinamente brasileiras baseadas em ciência e tecnologia. Esse marco só foi possível de ser alcançado, entre outras razões, por uma profunda sinergia entre universidades e instituições de pesquisa, empresas e o governo no âmbito do programa, segundo a avaliação feita por pesquisadores em encontro de especialistas em São Paulo, divulgado pela Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). 



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