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Febre Amarela - Dr. Leo Kahn

Febre amarela: Doença infecciosa causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, que é pela picada dos mosquitos transmissores infectados, não havendo transmissão direta de pessoa a pessoa.


Dr. Leo Kahn

27/01/2017 | 07:00


 Doença infecciosa causada por um arbovírus do gênero Flavivirus, da família Flaviviridae, que é pela picada dos mosquitos transmissores infectados, não havendo transmissão direta de pessoa a pessoa.

O vírus apresenta dois tipos de ciclos epidemiológicos de transmissão: o silvestre e o urbano. Mas a doença é a mesma em ambas.

No ciclo silvestre os primatas não humanos (macacos) são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os dos gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. O homem participa como um hospedeiro acidental ao adentrar nas áreas de mata.

No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos (Aedes aegypti) infectados. Essa forma urbana já foi erradicada, o último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.

O período de incubação no homem varia de três a seis dias, podendo se estender até 15 dias. A viremia humana dura no máximo sete dias e vai de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas até três a cinco dias após o início da doença, e é durante esse período que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Nos casos que evoluem para a cura, a infecção confere imunidade duradoura.

 

FATORES DE RISCO:

Viagem para áreas aonde o vírus circula no Brasil: em todos os municípios das regiões Norte, Centro-Oeste (incluindo o Distrito Federal). Também circula em numerosos municípios das regiões Nordeste (no Maranhão, em todos), Sudeste e Sul. Em parte dos municípios dos Estados da Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo, embora não esteja ocorrendo circulação viral, existem condições que podem permitir a eventual transmissão.

 

SINAIS E SINTOMAS:

Em geral, aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito:

Febre.

Dor de cabeça.

Calafrios.

Náuseas.

Vômitos.

Dores no corpo.

Icterícia.

Hemorragias de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina.

O diagnóstico é realizado pelo médico através do histórico e exame físico do paciente, indagando se visitou recentemente áreas de risco e se já tomou a vacina. Só é possível confirmar após a realização de exames laboratoriais complementares (MAC-Elisa, PCR ou isolamento do vírus em cultura) em laboratórios de referência indicados pelas secretarias estaduais de Saúde.

 

SAIBA MAIS:

O período em que uma pessoa pode ser fonte de infecção para o mosquito é relativamente curto: de três a cinco dias – a partir do início da doença.

Vacine-se contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar para áreas de risco e não se esqueça das doses de reforço, que devem ser repetidas a cada dez anos.

Como é uma vacina com vírus vivo, há o risco teórico de infectar o bebê.

Mulher que amamenta tem que tomar cuidado, pois existe relato de transferência do vírus da vacina pelo leite materno.

A indicação da vacina tem que ser avaliada individualmente nesses casos.

 

EM ÁREA DE RISCO:

Use sempre calças e camisas que cubram a maior parte do corpo.

Aplique repelente sistematicamente.

Não se esqueça de passá-lo também na nuca e nas orelhas.

Repita a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se tiver transpirado muito.

Use mosqueteiro quando for dormir.

Procure informar-se sobre os lugares para os quais vai viajar e consulte um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para esclarecimentos sobre cuidados preventivos.

A febre amarela é uma doença de notificação compulsória no mundo.



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