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Cultura, engajamento e aprendizagem no RH


Cíntia Borotto

30/01/2017 | 07:26


Nas últimas semanas venho falando da pesquisa realizada pela consultoria Deloitte que traça o perfil do novo RH (Recursos Humanos), com um retrato das percepções de grandes executivos do mundo todo. Hoje abordarei as questões cultura, engajamento e aprendizado como três grandes desafios do novo RH.

Neste ano, a pesquisa perguntou aos executivos sobre cultura e engajamento separadamente – e os dois foram colocados no topo da lista de importância, com 86% citando a cultura como questão importante ou muito importante.

Ambas são questões críticas de capital humano hoje em dia, e cada um exige elevado comprometimento dos CEOs e forte apoio do RH para que possam ser entendidos, medidos e melhorados. No entanto, eles são conceitos diferentes e precisam de um foco e soluções diferente.

A cultura de uma companhia, em geral, descreve ‘a maneira como as coisas funcionam’, enquanto que o engajamento descreve ‘como as pessoas se sentem sobre a maneira como as coisas funcionam por aqui’. Dito isso, a cultura e o engajamento também estão interligados.

Quando a cultura de uma empresa está alinhada com seus valores, ela atrai aqueles que se sentem confortáveis. O que, por sua vez, ajuda as empresas a motivar as pessoas, levando a um alto nível de engajamento. Na pesquisa deste ano, a porcentagem de executivos que acreditam que suas empresas estão dirigindo a ‘cultura certa’ aumentou de 10% para 12% – pequeno sinal de progresso. No entanto, menos de um em cada três executivos (28%) relata que compreende a cultura de sua organização.

Esmagadora maioria dos executivos na pesquisa deste ano (85%) classificou o envolvimento como prioridade (ou seja, importante ou muito importante). Construir ambiente de trabalho convincente e significativo é processo complexo.

Ao mesmo tempo, o mundo do engajamento e feedback dos funcionários está explodindo. Pesquisas anuais de engajamento estão sendo substituídas por ferramentas que entendem os funcionários, pesquisas anônimas e recolhimento de feedbacks por parte dos gerentes.

Todas essas novas abordagens e ferramentas ajudam a escutar o funcionário, um novo papel importante para a RH. Em termos de prontidão, as empresas estão progredindo. Neste contexto, a aprendizagem também ganha papel importante.

As oportunidades de autodesenvolvimento estão entre os maiores impulsionadores do engajamento dos funcionários e da cultura do local de trabalho – eles são parte de toda a proposta de valor do empregado, não apenas uma maneira de construir habilidades.

De modo geral, as empresas parecem estar avançando na adoção de novas tecnologias e abraçando novos modelos de aprendizagem. A porcentagem de empresas que se sentem confortáveis incorporando MOOCs, massivos cursos on-line abertos em suas plataformas de aprendizagem vem subindo.

Esses ganhos sinalizam o reconhecimento crescente entre executivos e líderes de RH de que a aprendizagem deve se adaptar a um mundo onde os funcionários exigem oportunidades de aprendizado contínuo através de plataformas inovadoras adaptadas às suas programações individuais. Prepare-se para o novo RH.

Semana que vem volto com mais dicas! 



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