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Dois hatches, uma questão

Vagner Aquino/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino

03/02/2017 | 07:43


Ultimamente é difícil encontrar, no Brasil, um carro zero-quilômetro que custe abaixo de R$ 40 mil. A Chevrolet, por exemplo, tem como modelo de entrada o Onix Joy, por R$ 40.290. Custo que sobe caso o cliente opte por itens opcionais, como travas elétricas, que não são de série (!).

Nestes casos, o consumidor sempre fica com a dúvida: “Melhor um zero espartano ou um usado completo e com motor mais potente?”

Bom. É inegável que o Onix – que já era um bom carro – melhorou muito com o retrabalho do motor 1.0 – tem novos componentes e central eletrônica recalibrada. A grande sacada aqui é a economia, enfatizada pela transmissão manual de seis marchas (antes, cinco). Durante a semana de avaliação do Diário, fez ótima média, tornando raras as visitas aos postos de abastecimento.

Mas, voltando à discussão proposta acima, pelos mesmos R$ 40 mil é possível comprar um Cruze Sport6 2012, por exemplo. O hatch médio – que chegou ao mercado em abril daquele ano – tem ótimo custo-benefício, sem contar o porta-malas maior (Onix tem 289 litros, enquanto o usado comporta 402 l), o motor 1.8 Ecotec6 de até 144 cv (acoplado a transmissão automática de seis velocidades) do Sport6 também é muito mais potente. Até então, o modelo tinha também opção de câmbio manual.

Andando, o gás (claro) é maior no Cruze, que tem torque máximo de 18,9 mkgf (com etanol) a 3.800 giros, quase o dobro do irmão zero-quilômetro, de apenas 80 cv de potência máxima. Em ambos os hatches a direção é elétrica.

VANTAGENS (OU NÃO)
De fábrica com ar-condicionado, painel digital, comando elétrico para vidros dianteiros e serviço OnStar, o Onix Joy fica devendo em alguns equipamentos, como o alarme,.. Travar as portas na chave em pleno 2017 soa estranho. Mas, o carro é muito bem-acabado e, sobretudo, bem acertado em termos de acabamento, suspensão e posição de dirigir – mesmo não tendo regulagem de altura de banco e volante.

Cinco anos mais velho, o Sport6 – que permanece atual quando se trata de design, com destaque para as rodas de liga-leve com 17” – tem na lista: tela central de 7” com GPS, tecla Start-Stop para ligar o motor, controles de tração e estabilidade, bancos revestidos em couro, teto solar elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, volante multifuncional, controlador de velocidade, sensor de estacionamento e sistema de som com USB e bluetooth. À época, custava R$ 79,4 mil. Sim, a desvalorização foi grande!

Ainda neste tema, de acordo com pesquisas, é possível poupar em média 20% na compra de um usado ou seminovo, uma vez que a partir do momento em que o carro cruzou a porta da concessionária, recebe tal queda percentual no valor de revenda. Além disso, a compra de carro usado garante seguro e documentação mais baratos.

Sobretudo, vale ressaltar que, se a sua opção for pelo usado em questão, deve atentar-se à quilometragem. O ideal são, no máximo, 20 mil anuais.

Como veredicto, vai da escolha do cliente. Mas, se você não abre mão do famoso cheirinho de carro novo, o Onix Joy é ótima escolha.



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