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Todos atentos ao trote

Ritual de passagem na vida universitária promete integração e deve ser realizado com muito respeito


Luís Felipe Soares

05/02/2017 | 07:13


O ano letivo das faculdades está começando e os alunos se preparam para ritual no qual ‘bichos’ e ‘veteranos’ se encontram pela primeira vez. Esse momento promete marcar a trajetória principalmente de quem chega à universidade. Conversas com os mais velhos e explorar o campus fazem parte dos trotes, com caras pintadas, roupas rasgadas e série de brincadeiras servindo de características desses primeiros dias. Entre tudo que pode ocorrer no meio da festa, com casos de ações que vão além dos limites do bom-senso sempre aparecendo nesta época do ano nos noticiários, o importante é que todos os participantes possam se divertir sem qualquer prejuízo.

“Não digo que foi uma experiência maravilhosa porque fiquei toda suja e fedida, mas foi uma brincadeira saudável. Me lembrou muito ovada de aniversário, porque jogaram tudo que tinham direito em mim: farinha, ovo, pimenta, café”, recorda a andreense Giulia Tartaro, 18 anos. 

No ano passado, ela entrou para o curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo. A garota diz que aproveitou o momento para se aproximar dos novos colegas e conhecer mais o local. “Por mais que eu tivesse medo, sempre quis saber como era tomar trote e tive vontade também. Como neste ano sou veterana, minha função mudou. A melhor forma (de recepcionar) é revelar que não é um monstro. Acho que conversar e mostrar as coisas que a faculdade tem a oferecer são opções bem legais.”

Primo de Giulia, o também andreense Davi Tartaro de Souza, 17, deu seus primeiros passos na vida universitária na semana passada, quando foi recebido no curso de Publicidade e Propaganda da USCS (Universidade Municipal de São Caetano). O rapaz já tinha ouvido falar que os trotes do local não eram pesados e estava disposto a participar do evento. “Nos pintamos e fomos ao farol vender sacolas de lixo para pôr nos carros. Brincadeiras que ofendem , expõem e que envolvem violência e bebidas alcoólicas não são legais”, conta. “É uma forma de descontração para se enturmar com os estudantes da universidade, não só do meu curso.”

Em um clima bem mais light do que de costume, a estudante Aline Castro Primavera, 17, começou o bacharelado em Engenharia de Alimentos no Centro Educacional da Fundação Salvador Arena, em São Bernardo. A faculdade é conhecida pela rigidez e o estilo parece ter sido um diferencial. “Tudo é mais centrado mesmo. Essa postura faz certa diferença para quem escolhe a faculdade e, para mim, foi um ponto positivo. Me senti um pouco aliviada, pois sempre ouvi muitas histórias ruins e acho ridículo”, afirma a são-bernardense.

Os trotes violentos dentro das universidades federais são proibidos por lei, com as entidades particulares também não sendo adeptas a qualquer ação que denigra e humilhe seus estudantes. As faculdades incentivam os jovens a ficarem atentos a qualquer tipo de brincadeira desrespeitosa. É importante que as pessoas saibam respeitar limites, uma vez que nem todos querem ter seus cabelos cortados ou serem obrigados a ingerir qualquer tipo de líquido. A festa pode parecer fora de controle, mas o diálogo sempre tem espaço. 



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