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Histórias com dona Marisa


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

04/02/2017 | 07:00


Diversas autoridades se manifestaram em solidariedade à ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, que teve morte cerebral constatada na quinta-feira. Este Diário reproduziu várias falas, mas, infelizmente, nem todas as histórias sobre dona Marisa Letícia foram publicadas. Mas duas delas simbolizam como ela era nos bastidores, fora dos holofotes políticos – uma mais antiga, outra mais recente. Ferramenteiro de Diadema, Gilson Menezes (PDT) ainda não tinha entrado para a história ao se eleger o primeiro prefeito do Partido dos Trabalhadores. Ele tinha bom relacionamento com dona Marisa e com o líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva. Mas melhor ainda com Regina Rocco Casa, mãe de Marisa. “Era muito gostoso. A gente gostava de tomar uma pinga feita de cambuci (fruta tradicional de Paranapiacaba). Ela e o marido eram requisitados e cheios de compromissos. Vez ou outra a gente fazia uma visita na casa dela. O Lula tinha uma brincadeira: ‘Se eu falasse que tive com fulano, ela ficava desconfiada. Se eu (Lula) falasse que estava com o Gilson, ela dava carta branca’. Então, era uma relação muito boa, respeitosa”. Outra história foi contada pelo atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques (PT). Ele rememora a época em que Wagner Lino foi candidato do PT à Prefeitura de São Bernardo. “Eu estava na escola Kennedy, estava sozinho fazendo boca de urna, naquela época podia. E, de repente, passa uma picape, ela olha para mim e diz: ‘Ânimo, companheiro, ânimo, levanta a cabeça’. Num dia de muito sol, estava cansado, era umas 15h. Isso foi, eu acho, em 1996, então, o primeiro contato com ela é uma coisa que não esqueço.”

BASTIDORES

Inimigo ao lado

Ex-secretário de Transportes da Prefeitura de Diadema, José Carlos Gonçalves (PPS) deve ser nomeado nos próximos dias para função comissionada na presidência da Câmara. Presidida pelo primo do prefeito Lauro Michels (PV), Marcos Michels (PSB), a mesa diretora da Casa possui diversos opositores do governo. Zé Carlos rompeu com a administração por falta de acordo político.

Exoneração
O vereador Ary de Oliveira (PSDB), de São Bernardo, exonerou o irmão do secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Hiroyuki Minami. Henrique Minami havia sido admitido pelo gabinete do tucano, que exerce o cargo no Legislativo justamente porque Minami aceitou convite do prefeito Orlando Morando (PSDB) para ocupar cadeira no primeiro escalão.

Jetons
Na Câmara de São Bernardo, o presidente da Casa, Pery Cartola (PSDB), autorizou o pagamento de verbas de representação às procuradoras Suely Duarte de Matos e Daiane Fernandes Baratela. Esse benefício faz com que o salário seja incrementado em 50%. São os terceiros funcionários do Legislativo a receber o bônus, antes extinto nas administrações passadas do Parlamento.

Força do hábito
O presidente da Câmara de Santo André, Almir Cicote (PSB), parece não ter se esquecido do antigo colega de Casa e hoje vice-prefeito Luiz Zacarias (PTB). Durante toda a sessão de quinta-feira, Cicote se referiu ao filho de Luiz Zacarias, o hoje vereador Lucas Zacarias (PTB), com o nome do pai. Mesmo corrigido por parlamentares, o socialista manteve o erro por diversas vezes.

Sem líder
O prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), tem confiança na Câmara. Tanto que sequer nomeou líder de governo na Casa. Um dos mais cotados é Silvio Meneses (PDT), que na sessão de quarta-feira assumiu a função mesmo sem aval do Paço. 



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