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Cotidiano

Publicado em quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 às 07:01 Histórico

Não se mexe com quem está quieto

 Nesta intrincada teia em que se movimentam as engrenagens do mundo, a falta de bom-senso, natural da pouca inteligência que reina soberana, volta e meia promove algum estrago de enormes proporções que, dentre outros interesses, também serve para ceifar a vida e mostrar quem manda. Para tanto, alguns líderes mundiais não têm poupado esforços no sentido de aprimorar suas máquinas de guerra, visando estabelecer o poder ou dar novos rumos a ele. Claro que para que satisfaçam o seu desejo muito sangue se perde nas sarjetas dos campos de batalha, de preferência, bem longe do quintal de seus idealizadores.

Logicamente que dentre esses homens muitos se destacam como bons estrategistas, o que não os torna melhores do que qualquer outro, do ponto de vista humanitário. Digo isto porque tem ainda aqueles que não perdem a oportunidade de se atirar de cabeça numa boa lambança. Aqueles que adoram meter a mão em cacho de marimbondo, de graça, só para ver no que dá.

A Pérsia, nação que carrega muita história e que também ajudou a construir a história desta civilização que ora ostenta vaidade e pouco critério, tem sido agora cutucada com vara curta, fato que serve como exemplo desta reflexão que ora brinda o nosso pensamento. Somente por sua importância na construção do presente de tantas nações desta Terra, a Pérsia já é merecedora de respeito, digna mesmo de ver tirado o chapéu diante do seu nome. Seu povo, a despeito de sua religião, seus costumes e suas tradições, um tanto diferentes em muitos aspectos, tem algo em comum com os demais povos desta Terra: o desejo primeiro de tocar a vida em paz. Simples, não?! Aquela gente, assim como a maioria, não cultiva o ensejo de deixar seus afazeres diários para meter a cabeça na boca do leão ou de qualquer outro bicho.

Acontece que o grande urso branco, lá do império de América, além de passar horas em frente ao espelho admirando seu belo topete e fofocando nas redes sociais, cerca-se ainda de outro prazer: exercitar o seu esporte predileto, que consiste em mexer com quem está quieto. Antes dele, outros imperadores tocaram o barco, tendo sempre o cuidado de preservar o coro, evitando apagar incêndio com gasolina.

Mas agora o estupendo chefe branco cismou de chatear aquela nação a pretexto, ninguém sabe de quê. As explicações para suas atitudes em nada justificam criar novas sansões comerciais contra aquela, tendo em vista que ela só vociferou e falou grosso depois dos impropérios a ela dirigidos pelo imperador. Muito justo!

E ele desrespeitou também o vizinho do Sul, dando início à construção de um muro para que este não invada o seu terreiro e coloque em risco a saúde de sua população, propagando a inclusão de pimenta em sua dieta. É possível até que o urso não tenha por hábito o uso de sombreros e que venha a ferir seus ouvidos sensíveis o som dos mariachis. Coisa de latino, afinal. Que horror!

Penso até que já, já o grande urso voltará seus olhos para a Pátria da propina e, quem sabe, caia nas graças dessa gente do poder daqui que aprecia sobremaneira uma fanfarronada, bem típica dele.



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