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Muro da discórdia em São Caetano


Raphael Rocha

09/02/2017 | 07:00


Caio Funaki (PEN) tem menos de 40 dias de mandato como vereador em São Caetano, mas já registra sua primeira polêmica. Em 2014, uma reforma de casa na Rua Luiz Fiorotti, no bairro Olímpico, causou danos a uma viela e ruas vizinhas, entre elas a Rua Antônio de Queiróz Filho. Como a obra não tinha autorização, a Prefeitura decidiu fechar os acessos, prejudicando quem mora por ali. Após muito impasse, um dos moradores do local resolveu construir, com verba própria, um murro de arrimo para liberação da viela. Terminada a obra, a administração municipal decidiu abrir a rua novamente. Caio Funaki não era vereador à época, mas, ao assumir o mandato, resolveu entrar na história. Encaminhou um ofício para o Executivo solicitando a reabertura da via. E, ao ver a viela liberada, foi ao local com um celular e gravou vídeo colhendo os louros pelo feito. “Graças a Deus conseguimos a abertura da viela. Conseguimos essa abertura, mais uma vitória de vocês e para vocês”, declarou o parlamentar, em seu vídeo. Bastou Caio Funaki colocar a gravação em suas redes sociais para que o bombardeio fosse instalado. O morador que bancou a construção do muro de arrimo criticou o político, dizendo que sua benfeitoria não foi citada por ele. A briga envolveu até a mãe do vereador, Rosângela Negrão. Um ameaçou o outro de processo, numa história que está longe de terminar.

BASTIDORES

Carta na gaveta – 1
Ainda em São Caetano, chamou atenção a postura da bancada governista sobre a Carta de Transparência, confeccionada pelo Observatório Social de São Caetano e pelo Gama (Grupo de Amigos do Movimento Autonomista). Os situacionistas – nove no total – não assinaram o documento, que tem como um dos redatores o ex-secretário Francisco Soeltl, que atuou na gestão de Paulo Pinheiro (PMDB).

Carta na gaveta – 2
A justificativa do bloco foi que não seria possível assinar a Carta da Transparência por não se tratar de documento oficial. Se fosse um projeto de lei, o texto seria analisado, garantiram os governistas. Mas, nos bastidores, o clima era de críticas a Soeltl. “Por que ele não apresentou isso quando era secretário do Paulo Pinheiro? Se queria legislar, concorresse (a uma das 19 vagas de vereador) e vencesse”, bradou um parlamentar.

Apareceu
Duas figuras que estavam distantes do diretório do PT em Diadema reapareceram na noite de terça-feira na sede do partido, no bairro Piraporinha. Ex-prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho foi falar de sua candidatura ao PT estadual. Ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Júnior foi prestigiar o colega. Também estava presente o ex-presidente da CUT em São Paulo Adi dos Santos, que tenta ser presidente do partido em Diadema.

Forasteiro
Embora seja prefeito em Mauá, Atila Jacomussi (PSB) tem sido figura pouco constante na cidade. No Paço, seu local de trabalho, costuma ficar por no máximo 30 minutos ao dia. O socialista tem sido visto em reuniões com empresários da Capital e também do Grande ABC em restaurantes de alto padrão.

Nomeação
Filho do vereador de Diadema Célio Boi (PSB), Lucas Rodrigues de Almeida foi admitido no gabinete de Lia Duarte (PSDB), vereadora em São Bernardo.

Bate-cabeça
A sessão de ontem registrou mais um episódio de desentendimento na bancada do PPS. Julinho Fuzari, presidente da sigla, e doutor Manuel Martins traçaram caminhos distintos. Manuel, por exemplo, sequer votou em emendas de Julinho. 



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