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Revolução, não simples evolução


Cíntia Bortotto

13/02/2017 | 07:04


Nas últimas semanas, trouxe nesta coluna dados de recente estudo da multinacional Deloitte sobre o perfil do RH (Recursos Humanos) e as tendências para o futuro. Vamos dar continuidade ao tema? O mundo todo digital está mudando a maneira como vivemos e trabalhamos, criando dois grandes desafios. Primeiro, como o RH ajudará os líderes empresariais e os funcionários a mudarem para ‘mentalidade digital’ – maneira digital de gerenciar, organizar e liderar a mudança? Segundo, como o próprio RH revolucionará processos, sistemas e organizações para adotar novas plataformas digitais, aplicativos e maneiras de oferecer serviços de RH?

O capítulo da pesquisa sobre recursos humanos digitais concentra-se na segunda parte do desafio: como reimaginar o RH e a experiência dos funcionários em mundo digital. Organizações inovadoras de RH estão integrando tecnologias móveis e em nuvem para construir conjunto de serviços baseados em aplicativos projetados para incorporar programas de RH na vida diária do funcionário. Mais do que simplesmente substituir antigos sistemas de RH, a versão digital significa criar plataforma inteira de serviços construída em torno da facilidade de uso.

Ao reunir o design thinking e a tecnologia móvel, as empresas agora podem desenvolver seus próprios aplicativos personalizados para tornar o trabalho mais fácil, mais produtivo e mais agradável. No estudo, 74% dos executivos identificaram o RH digital como prioridade, e provavelmente será foco importante durante todo o ano. A tendência está se movendo rapidamente; 42% das empresas estão adaptando seus sistemas de RH existentes para mobile e 59% estão desenvolvendo aplicativos móveis que integram sistemas de backoffice para facilidade de uso pelos funcionários; outros 51% estão alavancando redes sociais externas em seus próprios aplicativos internos para o recrutamento e gerenciamento de perfis de funcionários.

Quando se trata de atender às necessidades de talento aumentadas, as principais organizações de RH devem aprender cada vez mais a integrar e alavancar a força de trabalho a tempo parcial e contingente. Sete em cada dez executivos e líderes de RH (71%) classificaram a tendência como importante ou muito importante. Para funcionar de forma eficaz na gig economy, é preciso colocar em foco série de perguntas. Como as empresas podem aproveitar melhor equipes externas para melhorar a produtividade de seus próprios trabalhadores e aumentar a rentabilidade? Como podem alavancar os trabalhos freelancers para atrair pessoas mais talentosos e altamente qualificados na força de trabalho?

Muitas empresas estão lutando com o desafio. Apenas 19% dos executivos entrevistados acreditam que suas companhias entendem plenamente as leis trabalhistas, e só 11% têm processos de gerenciamento completo para a parte freelancer da força de trabalho. Isso sugere que as empresas precisam adotar abordagem mais deliberada, já que este tipo de trabalho eventual continuará a crescer nos próximos anos. A gestão da força de trabalho também terá de lidar com o tremendo crescimento da computação cognitiva e de outras tecnologias inteligentes que provavelmente eliminarão empregos, criarão empregos, mudarão a natureza do trabalho e interromperão a força de trabalho.

À medida em que o ritmo da mudança se acelera, os líderes de negócios e de RH que se moverem agressivamente para enfrentar essas tendências, provavelmente ganharão vantagem sobre seus concorrentes e ficarão do lado dos vencedores na competição global pelos melhores talentos. Siga confiante e boa sorte! 



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