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Mudança de hábitos


Do Diário do Grande ABC

16/02/2017 | 12:30


Artigo

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes. O brasileiro sabe o que é isso. Aprendeu amargamente, por causa das várias crises simultâneas e acumuladas. E a administração pública também sentiu o baque. É que a economia periclitante fez com que os hábitos de consumo se alterassem. Mais pessoas hoje se utilizam dos serviços públicos. É o que já comprovou pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Quase metade dos brasileiros, ou, mais exatamente, 48%, passou a usar mais o transporte público; 34% deixaram de ter plano de saúde; 14% tiraram os filhos da escola particular e os transferiram para a escola pública.

Vinte e quatro por cento venderam bens para pagar dívidas e 19% mudaram de casa para reduzir o custo com habitação. É o sinal de que não são apenas 13 milhões de desempregados, mais 21% no mínimo, segundo a análise de expansão do desemprego divulgada na última semana de janeiro.

O consumo também sentiu: 80% dos brasileiros trocaram seu local de aquisição de bens da vida essenciais – dentre estes, a alimentação – para estabelecimentos menos dispendiosos e 78% optaram por produtos similares mais baratos. O comparecimento a saldões era de 64% em 2015 e em 2016 passou para 80%. Total de 40% verificou enorme redução da renda nos últimos 12 meses e se em junho de 2015 eram 44% as famílias que tinham um desempregado, em 2016 foram 57% as que sentiram o gosto amargo da falta de atividade remunerada; 67% encontraram dificuldades para pagar as contas e 30% não conseguiram pagar o aluguel ou prestação da casa própria; 56% buscavam trabalho extra para complementar a renda, enquanto em 2015 eram 48%. A preocupação com a perda do emprego subiu a 67%, superior aos 62% de 2015.

A situação é preocupante e isso deve levar a lucidez brasileira a providências que, além de procurar alternativas, devolvam a esperança ao povo. Não ajuda a recuperação da economia nacional a nefasta conjunção de fatores como as rebeliões nas prisões, a violência disseminada em todos os locais, as manifestações que terminam em vandalismo e outros sinalizadores que são instantaneamente disseminados pelo mundo inteiro.

O capital externo ainda acredita no Brasil e precisa ter confiança em nossa capacidade de trabalho, na sempre invocada segurança jurídica, na tranquilidade exigida por quem tem dinheiro, mas quer aplicá-lo sem riscos.

Investir na Educação e na criatividade, criar clima favorável à recepção de pessoas e de recursos financeiros de outras nações, mostrar esperança, em vez de desalento, é tudo o que a Pátria está a pedir nesta quadra histórica.

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo.

Palavra do leitor

Tolice
Um mês e meio após a posse do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, seu partido, o PSDB, distribuiu jornalzinho mostrando o estado em que a administração anterior (PT) deixou a cidade. Se ainda faltam 20 meses para as próximas eleições, pergunto-me para que desperdiçar energia com isso. Não teria sido mais produtivo esperar para publicar jornal com os feitos da administração atual em vez de ficar criticando a que acabou de tomar lavada nas urnas? Quando Walter Demarchi elegeu-se, derrotando o PT de Maurício Soares, um de seus primeiros atos foi o de colocar o pior ônibus da Empresa de Transportes Coletivos de São Bernardo, criada pelos petistas e nos padrões petistas de qualidade, na praça defronte à Prefeitura com faixa presa à carroceria onde lia-se ‘incomPeTentes’. A publicação soa tão tola quanto essa do prefeito, que foi um dos mais insípidos que São Bernardo já elegeu. Orlando Morando deve ser mais cauteloso com sua inegável sede de marketing, para que sejam suas obras em prol da cidade a mostrar as qualidades de administrador e não a superexposição na mídia.
Antonio Cesar Scopel
São Bernardo

Resposta
Em resposta à carta da leitora Gilda Moreira (Petistas e PSDB, dia 24), gostaria de registrar minha indignação. Sou funcionária estatutária há 18 anos e oito meses, portanto servidora pública concursada. Sempre fui convidada a trabalhar por minha competência e qualidade técnica, desde 1998, quando encaminharam-me para o expediente do gabinete do prefeito, por minha pontuação na prova de Língua Portuguesa. Não sou obrigada a mostrar meu prontuário, e desafio quem encontre o cargo de secretária adjunta nele. Não que eu não pudesse cumprir o papel, mas pelo simples fato de ser inverdade. Enfurece-me a calúnia alheia. Ressalto que minha opção política não é da conta da senhora Gilda Moreira. Não sou militante partidária e a autorizo buscar nos registros de qualquer partido minha filiação. Gostaria de aproveitar para agradecer o senhor Avamileno, que saiu em minha defesa ao ler tal despautério; à doutora Dinah, reconhecedora do meu trabalho ético e profissional; e ao excelentíssimo Paulo Serra, pela confiança, a quem tenho admiração pelo empenho em resgatar a cidade.
Liliam Baldin Guarnieri
Santo André

Salários
A respeito da reportagem ‘Kiko emplaca projeto que permite aumento a comissionados’ (Política, ontem), a Prefeitura de Ribeirão Pires esclarece que os cargos de prefeito, vice-prefeito e secretários não estavam incluídos no decreto municipal 5.991/15, que autorizava a redução da carga horária em 15% e a redução proporcional de salário para funcionários em cargos de livre provimento. O referido decreto foi revogado pelo Projeto de Lei 001/17, aprovado nesta semana pela Câmara Municipal. Portanto, está incorreta a informação de que ‘os políticos seguirão com 34 horas semanais e 15% a menos de vencimentos em relação às 40 horas’. A Prefeitura esclarece, ainda, que os salários de prefeito, vice-prefeito, secretários, assim como dos vereadores, foram estabelecidos pela Lei Municipal 6.108/16, aprovada em agosto do último ano.
Prefeitura de Ribeirão Pires

Nota da Redação – O Diário mantém as informações. 



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