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Raízes da indústria


Ademir Medici

17/02/2017 | 07:00


 A indústria no Grande ABC. Em 1917 – há exato um século – dois conglomerados locais viviam posições antagônicas: Companhia São Bernardo Fabril, no Ipiranguinha, Distrito de Santo André, transformada em massa falida; e a Sociedade L. Queiroz, do Distrito de São Caetano, em momento de expansão.

São Caetano, ainda, crescia em unidades industriais e a expectativa era da chegada e consolidação do complexo Matarazzo no atual bairro Fundação.

Em Santo André, Erasmo de Teixeira Assumpção, industrial importante de São Paulo – e criador de cavalos de raça – preparava-se para montar um haras no hoje Parque Jaçatuba. Erasmo Assumpção, nos anos e décadas seguintes, criaria vários loteamentos residenciais em Santo André, a começar pela quase centenária Vila Assunção.

 

SÃO PAULO EXPANDIDO

A linha São Caetano – Utinga – Santo André era uma continuidade natural da linha industrial paulistana do Brás, Mooca e Ipiranga, como já escrevera Memória. E disso se apercebiam os grandes empreendedores, como os Pujol, que abriram vias importantes como a Avenida Industrial, em Santo André, que serviriam a bairros residenciais e industriais.

O ano de 1917, então, era o da consolidação inicial do parque industrial de São Caetano e Santo André iniciado na última década do século 19. A tecelagem do bairro Ipiranguinha fora a primeira grande indústria da Estação de São Bernardo, a mesma que agora passava pelo processo de falência, o que significava grandes prejuízos aos investidores e a perda do maior mercado de trabalho local.

 

L. QUEIROS. Ou ELEKEIROZ

A organização tinha à frente um farmacêutico, o carioca Luiz Manoel Pinto de Queiroz, seu fundador. Cresce, expande-se, e torna-se multinacional, quando tem seu controle transferido para o Branco Francês e italiano para a América do Sul.

Com unidades na Capital e Mogi das Cruzes, a Elekeiroz possuiu, em São Caetano, a fábrica de formicida Júpiter, pioneira na cidade. Em outras unidades produzia ácidos e sulfatos.

 

SÃO BERNARDO FABRIL

Os liquidantes da massa falida buscavam compradores. E abriam concorrência para a venda do grande edifício de 7.200 m² acompanhado de um armazém no Largo da Fábrica, com terreno contíguo no bairro do Ipiranguinha, o mais antigo da Estação São Bernardo, hoje Centro de Santo André.

Da venda faziam parte reservatórios e tanques para água, motores, caldeiras, teares e outros equipamentos importados de fiação e tecelagem, como urdideiras e engomadeiras.

O processo de concorrência encontrou obstáculos e resistências, mas a Ipiranguinha sobreviveria, com diferentes industriais, até o fim da década de 1960.

 

REGISTRO E ESTUDO

O Arquivo Histórico de Cubatão preserva um volume precioso: Impressões do Brazil no Século Vinte, publicação editada em 1913 e impressa na Inglaterra, com 1.080 páginas. São seis páginas referentes à Capital paulista.

Industriais de São Paulo sobreviveram ao drama da Primeira Guerra Mundial e à epidemia da gripe espanhola. E escreveram uma história de sucesso da qual participou o então Município de São Bernardo, hoje subdividido nos sete municípios que formam o Grande ABC.<

Não teria sido esta subdivisão o que afetou a economia local? Afinal, depois das lutas domésticas voltadas à autonomia dos sete municípios, os novos chamados gestores tratam de pensar alguma forma de unificação como no passado, em forma de agência de desenvolvimento e consórcio intermunicipal. No que erramos, é a grande incógnita a ser decifrada.

Nota – S. Boyes, da ilustração dos capitães da indústria aqui em Memória, viria para Santo André e recuperaria a histórica fiação e tecelagem Ipiranguinha, dando a ela o seu nome, como o fizera Silva Seabra nos anos iniciais da indústria.

 

Diário há 30 anos
Terça-feira, 17 de fevereiro de 1987 – ano 29, edição 6369

Manchete – Quércia (Orestes), governador eleito de São Paulo, define reforma e anuncia quatro secretários: Bete Mendes (Cultura), João Oswaldo Leiva (Obras), Antonio Carlos Mesquita (Governo) e Campos Filho (Fazenda).

Grande ABC – Novas enchentes. O trânsito foi a área mais atingida. J. B. Ferreira fotografa um ônibus circulando pela Avenida Guido Aliberti, em São Caetano, tomada pelas águas.

 

Em 17 de fevereiro de...
1892 – Os núcleos coloniais não emancipados, custeados pela União, passam para o domínio do governo do Estado, entre os quais o de São Bernardo.

 

Rio Grande da Serra

 

Entre os presentes à última reunião preparatória ao 14º Congresso de Rio Grande da Serra, o jornalista Roberto Nascimento.

Roberto nasceu em Rio Grande da Serra. Ele realiza importante trabalho de pesquisa sobre a história da sua cidade.

 

Muito a se fazer

Texto: Roberto Nascimento

 

Foi uma reunião marcante, dado o altíssimo número de participantes. Isto significa que o 14º Congresso tem tudo para ficar marcado quanto o 7º, realizado na cidade em 2002.

Acredito que este poderá nos chamar à atenção para algumas lutas que Rio Grande terá que fazer em relação à preservação do seu rico patrimônio, como a restauração de sua estação de trem centenária, a realização de um inventário dos bens a serem preservados e até mesmo tombados, a constituição de um conselho municipal de defesa do patrimônio e da casa da memória, prometida pelo atual prefeito e, enfim, um cuidado dos atuais ocupantes do poder municipal com as nossas nascentes, que guardam o nosso petróleo branco e que se nada for feito daqui a pouco irão desaparecer, devido aos constantes desmatamentos e invasões de terra por aqui.

 

Municípios Brasileiros
Celebram aniversários em 17 de fevereiro:

No Rio Grande do Sul, Barra do Ribeiro e São Valentim.

Em Santa Catarina, Capinzal e Vidal Ramos.

No Espírito Santo, Itaguaçu.

Em Minas Gerais, São João da Mata.

 

Santos do Dia

Santos fundadores da Ordem dos Servitas

Rômulo

Silvino

Reginaldo de Orleans



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