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Música na praça. E o País dos Coitadinhos


Ademir Medici

18/02/2017 | 07:00


 Neste sábado, às 15h, a Praça Lauro Gomes viverá momentos emocionantes com a apresentação de um legítimo time musical batateiro: o Bicchieri D''Oro. Provavelmente os cantores se postarão junto ao busto de Wallace Simonsen.

A praça já está bonita, sem as barracas que escondiam os canteiros de flores, os bancos pagos pela sociedade local, a fonte "Princesa Isabel, A Redentora", os caminhos por onde passaram nossos antepassados e onde o Palestra jogou futebol.

É evidente que dá um nó no coração observar a situação dos artesãos transformados em ambulantes. Pais e mães de famílias que tiravam seu sustento no velho Largo do Governo. Mas é preciso que se compreenda: houve abuso.

O artesanato dos finais de semana deu lugar a uma feira permanente e desbotada. E ilegal. A praça ganhou donos. Passou a ser local da venda de produtos artesanais, sim, mas também de quinquilharias e bugigangas de origem discutível.

Torcemos para que uma boa solução seja encontrada. A situação do País está uma lástima. A miséria bate às nossas portas. O corredor da Casa Kioto e do ex-Xaveco virou um cortiço. A praça ao lado do Iracema Munhóz se transformou em corredores tristes e abafados. Todo o entorno virou terra de ninguém. O comércio informal expandiu-se pelo eixo da Marechal Deodoro.

Há um problema social gravíssimo, que precisa ser pensado e resolvido de modo a envolver uma discussão entre todos: o governo, os ambulantes, a comunidade. Não pode se estabelecer uma luta entre classes sociais. Perderão todos, como já se perdeu ao longo dos últimos anos quando olhos se fecharam e a cidade foi agredida.

Vamos à praça ver o Bicchieri D''Oro logo mais. Que a Lauro Gomes seja revitalizada preservando-se seus equipamentos históricos. E que se pensem em soluções mais amplas para que não haja nem vencedores arrogantes nem vencidos coitadinhos.

Há um livro de Emil Farhat chamado "O País dos Coitadinhos", lançado em pleno regime militar (1967). Ninguém deve ser tratado como coitado. Que o digam os colonos italianos e de outras nacionalidades que povoaram São Bernardo entre os séculos 19 e 20.

Eles vieram de uma Europa destroçada. Tiraram seu sustento da terra. Pagaram pela terra recebida, em demoradas prestações, até receber a escritura. Ninguém recebeu lote colonial de graça. Não havia a figura do sem-terra, do sem-teto. E foram à luta. Por que hoje teria de ser diferente?

 

Esculhambação

Texto: Geraldo Nunes

 

Ótima notícia. "A praça é do povo como o céu é do condor", escreveu o poeta Castro Alves, para Caetano Veloso reescrever no século XX: "A Praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avião"

Mas tem muita gente fazendo somente política partidária, se esquecendo que as cidades pertencem aos cidadãos e não aos usurpadores do espaço público. Por isso virão críticas ao jornal e ao prefeito.

Passei recentemente pelo Rio de Janeiro e depois fui a Salvador e a conclusão a que cheguei foi que São Paulo é a capital mais esculhambada do Brasil.

O prefeito João Dória, pessoa à qual não morro de amores quero ressaltar, está tentando devolver pelo menos algum aspecto de civilidade a São Paulo, diminuindo a pichação e o grafite de mau gosto espalhado pela cidade. E não é que o estão combatendo?

A avacalhação tomou conta de tudo. Só se fala em direitos do cidadão e ninguém pensa nos deveres do cidadão que é de cuidar de sua cidade com o mesmo respeito que cuida de sua casa.

 

Diário há 30 anos

Quarta-feira, 18 de fevereiro de 1987 – ano 29, edição 6370

Manchete – Choque de trens Mata 54 pessoas na Estação Itaquera, em São Paulo

São Caetano – Chuvas alagam os bairros Fundação e Prosperidade.

Social – Carolino Augusto assume a Apae de Santo André.

 

Em 18 de fevereiro de...

1917 – Autoridades policiais da região ameaçam se exonerar caso o delegado geral não modifique medidas com relação à requisição de passes para o transporte de praças e presos.

A guerra. Do noticiário do Estadão: 400 submarinos perdidos; chamada da classe italiana de 1898.

1957 – O presidente Juscelino Kubitschek institui o Dia da Indústria, em homenagem ao dia do nascimento do empreendedor Roberto Simonsen, ocorrido em 1889.

 

Santos do Dia

Flaviano

Heladio

Claudio

Bv. João de Fiesole

 

Nas Ondas do Rádio

Rádio ABC AM (1570) – Causas Nobres. Em pauta, a Apae de São Caetano. Produção: Luiz Carlos Gimenes; apresentação: Antonio Dalto. Hoje, às 10h.

Rádio Trianon AM (740) – Universal de Santos (810) – Quinta Avenida. Presença da lendária black band do pianista Count Basie. E mais: as vozes de Jo Stafford e Frank Sinatra.

Produção e apresentação: Ronaldo Benvenga. Hoje, às 19h. Pela internet: sites Radio Trianon; quintaavenida.mus.br e Scala 99 – grandeabcwebradio.com

Rádio Bandeirantes AM (840) e FM (90,9) – Memória. Quarto programa de uma série de cinco somente sobre Carnaval. O último irá ao ar nos dias 25 e 26 de fevereiro.

Produção e apresentação: Milton Parron. Hoje, às 23h (ou logo após o futebol), com reprise amanhã, às 5h.

Rádio ABC AM (1570) – Portugal Trilha Nova. Mais de meio século no ar (1966-2017). As mais belas canções portuguesas, por intérpretes de Portugal e do Brasil. E mais: notícias, futebol, histórias, memória.

Produção e apresentação: Varela Leal, com Mimi Varela e Idalecio de Souza. Amanhã, do meio-dia às 14h.

 



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