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O arroz e feijão nosso de cada dia


Do Diário do Grande ABC

19/02/2017 | 10:12


O arroz com feijão é o prato mais típico e frequente na mesa dos brasileiros. Eles formam de fato par perfeito, pois, em termos nutricionais, o que falta em um é suprido pelo outro. Juntos, são muito eficientes para cumprir importante papel na alimentação diária. Este importante papel nutricional, aliado à cultura alimentar do nosso povo, motivou a inclusão de arroz e feijão orgânicos na alimentação de muitos brasileiros. Apesar das dificuldades iniciais, muito frequentes quando se trabalha com alimentos orgânicos certificados, o consumo destes itens vem crescendo tendo como alicerces a qualidade, a disponibilidade e, principalmente, a crescente conscientização do consumidor com relação à importância da adoção de hábitos alimentares cada vez mais saudáveis. Felizmente, essa visão vem se ampliando de forma vigorosa.

A maioria dos adeptos da alimentação saudável sabe que alimento orgânico caracteriza-se pela não utilização de agrotóxicos e adubos químicos no seu processo de produção. No entanto, os processos de colheita, transporte, armazenamento e empacotamento são etapas muito críticas. Quando são embalados em pacotes plásticos a vácuo, por exemplo, é impedido o desenvolvimento de insetos como o caruncho, pois não há oxigênio. Outra questão importante é o que ocorre na colheita do feijão. Para facilitar a colheita mecânica os produtores utilizam, no estágio final do ciclo de produção, dessecante químico, que seca e mata o pé de feijão. Com isso, a vagem se desprende e abre facilmente, aumentando a eficiência do processo. Já o feijão orgânico é colhido com secagem ao sol ou, no máximo, em galpões extensos que os protegem da chuva. É óbvio que esse cuidado gera perdas quantitativas e despesas adicionais que, por sua vez, vão se refletir no preço final do produto. 

O esclarecimento dessas questões pode contribuir para que o consumidor compreenda que, apesar de terem, no mercado, preços um pouco mais altos do que os produtos cultivados, colhidos e empacotados por processos que não levam em conta a saúde do produtor e do consumidor, vale a pena optar por alimentos que tenham seu valor nutritivo preservado e que contribuam para a que ele desfrute de verdadeira saúde. É comum alimentos orgânicos serem comparados aos mais baratos do mercado. Existem muitas outras razões que implicam em custos adicionais para produção orgânica, por exemplo, a menor produtividades ou os reais cuidados com o meio ambiente, porém todos os aspectos promovem a saúde e o bem-estar do consumidor, assim como a prosperidade do produtor.

Luiz Carlos Demattê é diretor industrial da Korin Agropecuária Ltda e doutor pelo programa de pós-graduação interunidades em ecologia aplicada da Esalq/Cena – USP.

Palavra do leitor

Posto fechado 

 Estou indignado com o fechamento do posto de Saúde situado à Rua Simão Jorge, 550, no bairro Campestre, em Santo André. Não tem cabimento a afirmação de que o mesmo estaria fechado por infestação de insetos ou qualquer outro tipo. Onde está a revisão periódica que deveria se fazer para manter o prédio com higiene total para que as pessoas possam ser atendidas dentro dos padrões? Para onde irá a documentação de registros que as pessoas têm no posto? Todo mês pego remédios para minha mulher – se bem que de seis remédios ditos na receita temos sorte de pegar apenas dois, às vezes. O registro de insulina para onde irá? Fechar posto de Saúde por não ter condições de higiene é vergonhoso.

Cláudio Luiz da Silva

 Santo André

Palavra do bispo 

 Muito boa a parábola da coluna do nosso bispo Pedro Carlos Cipollini ‘Três árvores e seus sonhos’ (Setecidades, dia 6). É uma pena não saber quem foi o autor. Quem tem um pouco de conhecimento da palavra não terá dificuldade em entendê-la. Quem tem sonhos a realizar, confie. ‘As árvores haviam tido sonhos... Mas as suas realizações foram 1.000 vezes melhor e mais sábias do que haviam imaginado.’ Particularmente, agradeço a Deus e ao bispo pela brilhante coluna. É digna de louvor!

Maria Thereza José

Santo André

  

Mal acompanhado 

 Presidente Temer, escrevi ao senhor alguns meses atrás, mas não obtive resposta, tampouco vi qualquer gesto do senhor a esse respeito. Gostaríamos muito que não se cercasse de tantos vampiros, pois eles sugam o povo e não nos dão nada em troca. Para começar, Eunício Oliveira como presidente do Senado é tapa na cara dos brasileiros. Espero que o senhor não esqueça que saímos às ruas para acabar com a pouca vergonha e a corrupção desenfreada. Quanto à Previdência, insisto: os políticos vão continuar se aposentando com oito anos integralmente e ainda candidatando-se? Para se aposentar aos 75 talvez não compense mais pagar INSS. Dilma Rousseff que veio com a novidade de que a Previdência é deficitária. Lógico, ela arrecadou tudo. Quanto aos aumentos de ICMS nos telefones, isso gera inflação. E já aumentou neste mês a cesta básica. Espero que o senhor se cerque de pessoas técnicas, é só o que precisamos! Com todo respeito, Temer, não nos decepcione!

Nilzete Oliveira

São Caetano

Manutenção

 Digo ao nosso novo prefeito de Santo André, Paulo Serra, e aos seus secretários que os bairros Marajoara e Cidade São Jorge estão com as ruas, praças e até Emeis com muito mato. Vergonha! Na maior praça do Marajoara, na Avenida São Paulo, o mato chega a cobrir uma pessoa. Espero atenção de nossas autoridades. Obrigado. 

Maurício Goduto

 Santo André

Recorrente

 Estive dia 14 em supermercado atacadista situado à Avenida dos Estados, 7.430, em Santo André, e pude observar produtos de origem hortifrúti em estado de decomposição e, mesmo assim, à venda ao público. Mas o que me chamou a atenção foi o forte cheiro de esgoto por toda a dependência do mercado. Contatei a Vigilância Sanitária estadual pelo telefone 3065-4600, e a informação que deram-me foi a de que não era da alçada deles. Informaram-me, então, outro número, o 4990-9531, ao qual ninguém atende. Disquei várias vezes e nada. A quem devemos recorrer, pois em passado recente esse mesmo supermercado atacadista já tinha sido interditado?

José Amâncio

Santo André



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