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O mistério que ronda Bessias


Raphael Rocha

22/02/2017 | 07:00


Jorge Rodrigo Araújo Messias sempre foi homem dos bastidores políticos em Brasília, mas ficou nacionalmente conhecido em março do ano passado. Sua chefe era a então presidente Dilma Rousseff (PT), que havia decidido contratar seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ser ministro da Casa Civil. O governo Dilma estava acossado pelo impeachment, que tramitava na Câmara dos Deputados. Lula tentaria colocar ordem na casa. Mas para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, tratava-se de manobra para dar foro privilegiado a Lula e mudar todo trâmite de investigação sobre o petista. Moro resolveu divulgar trechos da conversa de Lula e Dilma horas depois da cerimônia que daria posse ao ex-presidente como ministro da Casa Civil. Foi aí que Messias apareceu no cenário. Na ligação, Dilma fala que Messias enviaria documento de termo de posse para Lula. O som abafado e o sotaque de Dilma transformaram “Messias” em “Bessias”. O episódio ganhou repercussão. Semanas depois Dilma foi afastada no primeiro passo do impeachment. Lula ficou impedido de assumir. E, em setembro, Bessias foi exonerado, já pelo presidente Michel Temer (PMDB). Mas na política a operação 2 + 2 dificilmente é 4. Consulta no Portal da Transparência do governo federal indica que Jorge Rodrigo Araújo Messias continua como servidor da União. Está lotado no Ministério da Fazenda, hoje sob gerência de Henrique Meirelles. Também aparece registrado junto à Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, Pasta administrada por Fernando Coelho Filho, deputado federal por Pernambuco. O salário de Bessias é R$ 26.260,51 brutos. Valor pago a ele desde setembro, quando o governo Temer havia informado sobre sua demissão.

História que nunca acaba
O episódio envolvendo a ex-deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) e o presidente do PMDB de Mauá, José Carlos Orosco Júnior – ela acusa o marido de agressão física – ainda gera dor de cabeça ao prefeito Atila Jacomussi (PSB). Nos últimos dias, o socialista recebeu o ex-prefeito Leonel Damo (PMDB), pai de Vanessa. Também conversou com a vice-prefeita Alaíde Damo (PMDB), mãe da ex-deputada. Os dois sugeriram que o prefeito exonere todos os cargos que foram indicados por Júnior Orosco. Entre eles o do secretário de Educação, Fernando Coppola, o Xuxa (PMDB).

Rivalidade
Santo André e São Bernardo se enfrentaram no domingo, em partida válida pelo Campeonato Paulista, no Estádio Bruno José Daniel, em solo andreense. O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), convidou o colega e chefe do Executivo de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), para acompanhar o jogo. Separou um camarote, mandou comprar quitutes. Mas Morando rejeitou o convite. Disse que o São Bernardo é time ligado ao PT – o presidente do Tigre é Thiago Ferreira, filho do deputado estadual Luiz Fernando Teixeira, potencial candidato ao Paço de São Bernardo em 2020 pelo PT. No campo, o São Bernardo venceu o clássico por 1 a 0.

Carreta
O vereador Marcos Pinchiari (PTB), de Santo André, encaminhou ofício à Secretaria de Estado da Saúde para que o projeto da Carreta Mulheres de Peito venha para a cidade. O programa envolve fazer exames de mamografia e ultrassonografia para prevenir e realizar o diagnóstico precoce do câncer de mama. A carreta, atualmente, está em Mauá.

Mais uma polêmica
Mais um capítulo da troca de farpas entre o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), e o vereador oposicionista Julinho Fuzari (PPS). Desta vez envolvendo a Praça Lauro Gomes. Morando anunciou que a empresa Vidrotil decidiu doar material para recuperar a Fonte Princesa Isabel, que fica na praça. Mas Julinho disse que a benfeitoria só se realizou graças a seu empenho. Ele mostrou ofícios à Vidrotil, solicitando a doação, e documentos endereçados à Prefeitura, com a confirmação da ação. 



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