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Vacinar para viajar

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Verificar as vacinas obrigatórias é essencial na hora de visitar destinos dentro e fora do País


Karine Manchini

23/02/2017 | 07:00


 Desde o começo do ano o País está em alerta para o surto de febre amarela (doença transmitida por mosquitos infectados) no País – o maior desde 1980 – com focos iniciais em Minas Gerais. O assunto também levantou a discussão sobre as vacinas obrigatórias para quem pretende viajar entre Estados e para o Exterior.

Você sabia que a dose da febre amarela é exigida há anos para quem visita a Amazônia e o Pantanal, além de países como Cuba, Bolívia, Barbados, Costa Rica, África, Ásia e Austrália? Isso acontece como forma de o país proteger sua população. Tanto que depois do surto no Brasil entraram também na lista, entre outros, Panamá, Nicarágua e Venezuela. Já no Afeganistão, por exemplo, é obrigatória a vacina da poliomielite e, no Paraguai, imunidade contra a malária.

E não basta apenas tomar o medicamento. Muitos destinos exigem também o CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia) com a ressalva da vacina ser tomada, ao menos, dez dias antes da viagem. Por isso, antes de embarcar para qualquer destino é importante consultar o site da Anvisa (http://portal.anvisa.gov.br).

Para conseguir o certificado é necessário ir a um dos postos específicos. No Grande ABC, o Atende Fácil, em São Caetano, e em São Paulo, o aeroporto de Congonhas, fazem o serviço. Para conseguir o documento é necessário comparecer aos locais indicados portando documento original com foto, além do cartão de vacinação original – na validade de dez anos. A dose precisa ser tomada em posto de Saúde público ou privado, que forneça o número completo do lote da vacina, com data legível, carimbo com identificação e assinatura do vacinador. Todas essas informações e os pontos de emissão também se encontram no site da Anvisa.

SAÚDE PÚBLICA
A recomendação dos órgãos responsáveis pela Saúde no País é não se desesperar e, neste primeiro momento, tomar a vacina só quem tem viagem marcada para as zonas de risco, como Minas Gerais, Espírito Santos e Interior de São Paulo, por exemplo. Mesmo porque a dose pode dar efeito colateral, como febre, dor de cabeça e dor muscular.

Segundo Milton Lapchik, infectologista da Unifesp e professor do Centro Universitário São Camilo, observar se a carteirinha de vacinação está atualizada é fundamental sempre, e quem viaja bastante, deve prestar ainda mais atenção, já que os surtos são causados por troca de pessoas entre os Estados e países. “É preocupação contante dos órgãos de vigilância em Saúde pública”, explica. Segundo o especialista, no território nacional são importantes as vacinações contra tétano, influenza (gripe), sarampo, rubéola, caxumba e varicela, além da hepatite B e, claro, febre amarela.

‘É melhor prevenir do que remediar’
Cindy Stephanie Lima Barbosa, 22 anos, estudante e moradora de São Bernardo, planejou viagem para São Thomé das Letras, em Minas Gerais, e mudou a data da viagem só para ter o efeito de imunidade garantido, além de ter mais tempo para se programar para tomar a vacina. “Infelizmente, aqui em São Bernardo, encontrei só dois postos que estão dando a vacina, e os dois são muito longe da minha casa”, conta.

A estudante também reclama da falta de informação sobre o assunto. “Não encontrei nada falando dos riscos que corro para o lugar onde vou e isso é muito ruim. Deveria ter, ao menos, alguma informação no site da Prefeitura ou qualquer coisa do tipo. Vou tomar mesmo assim. É melhor prevenir do que remediar.”

Já com a telefonista Marli Cardoso Batista, 55, moradora de Interlagos, a situação foi um pouco diferente. Ela havia comprado um pacote de viagem para o Vale da Mantiqueira, em Minas Gerais, antes da divulgação do surto de febre amarela e ficou sabendo após a compra das passagens. “Me desesperei com as notícias, pois faltavam apenas oito dias para a viagem, não tinha como desistir. Resolvi, então, tomar a vacina mesmo sabendo que o efeito viria depois de alguns dias”, conta.

A telefonista também teve problemas na hora de achar um posto de Saúde perto de sua residência. “Fui a vários locais, mas não tinha a vacina. Tive que pesquisar e só assim consegui tomar o medicamento. E foi bem longe de casa”, diz.



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