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Volta ao passado


Raphael Rocha

24/02/2017 | 07:00


Quando venceu a eleição em 2012, batendo o então prefeito petista Mário Reali no segundo turno, Lauro Michels (PV) iniciou movimento político para aumentar a força do Água Santa e reduzir a influência do CAD (Clube Atlético Diadema). O CAD havia sido fundado no município durante a gestão de José de Filippi Júnior (PT) e, por isso, tinha muita ligação com figuras petistas de Diadema. O governo Lauro concedeu o Estádio do Inamar para o Água Santa, auxiliou projetos de escolinhas de futebol patrocinadas pela Prefeitura e deu suporte político para ações de dirigentes do clube. O caldo começou a entornar quando a direção do Água Santa enveredou para a política. Na eleição de 2016, emplacou seus próprios vereadores. Pediu mais espaço na administração após a reeleição de Lauro, que bateu o pé. O romance de 2013 se desfez quatro anos depois. E, como o mundo dá voltas, Lauro agora dialoga com o CAD. Outras figuras assumiram o Clube Atlético Diadema, que está na Quarta Divisão do Campeonato Paulista. Para o verde, a pecha de time petista não existe mais. E o CAD precisa ser valorizado. O primeiro passo do governo será renovar para o CAD a concessão do campo do Taperinha, na Vila Nogueira, espaço esse que o Água Santa queria fazer de centro de treinamento.

BASTIDORES

Eclético
O grupo político do Água Santa, aliás, se movimenta para o pleito de 2018. E, em conversas de bastidores, promete os mais variados apoios políticos. Estão na lista o deputado federal Alex Manente (PPS), o ex-vereador diademense Vaguinho do Conselho (PRB), o vereador mauaense Admir Jacomussi (PRP), o parlamentar paulistano Milton Leite (DEM), o vice-prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (SD), integrantes da Igreja Renascer e até candidatos do governo Lauro Michels (PV).

Na Justiça
Grupo de advogados andreenses estuda acionar a Justiça para questionar a presença de três ex-vereadores no primeiro escalão do prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB). A ação deve envolver o vice-prefeito Luiz Zacarias (PTB, Obras e Serviços Públicos), Donizeti Pereira (PV, Meio Ambiente) e Sargento Juliano (PSB, Serviço Funerário). Todos foram presidentes de Câmara e tiveram contas rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). A intenção é buscar enquadrá-los na Lei da Ficha Limpa.

Saudades
Mais uma vez o ex-vereador Marcelo Chehade (PSDB), hoje secretário de Esportes de Santo André, esteve na Câmara. Na sessão de ontem, passou parte do tempo conversando com André Scarpino (PSDB), suplente que exerce a vereança justamente porque Chehade aceitou convite de Paulo Serra (PSDB) para o primeiro escalão. Dizem que Chehade quer voltar ao Legislativo. Falta convencer Scarpino.

Bateu martelo
Na noite de quarta-feira houve reunião do PT em Mauá, para falar sobre o PED (Processo de Eleições Diretas) para escolha do próximo presidente do partido. O grupo do ex-prefeito Oswaldo Dias (PT) definiu seu candidato: será Getúlio Júnior, conhecido como Juninho.

Alerta
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) iniciou a análise do balanço financeiro da Prefeitura de Mauá de 2016. A administração era de Donisete Braga (PT). Mas Helcio Silva (PT), então secretário de Assuntos Jurídicos, e Marcelo Oliveira (PT), presidente da Câmara, aparecem também como responsáveis por aquele exercício fiscal, já que assumiram a Prefeitura por tempo determinado. Se as contas forem rejeitadas, punições podem recair a todos.

Crítica
Deputado estadual e presidente do PTB paulista, Campos Machado criticou a sugestão do ministro Luis Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de liberar drogas e de indenizar presos em condições degradantes. “Primeiramente querem liberar a cocaína. Agora, vão indenizar presidiários. Quem vai ganhar com isso: a sociedade ou o crime organizado?” 



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