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Os salários em tempos de crise


Do Diário do Grande ABC

24/02/2017 | 14:34


Artigo

Existem perguntas cujas respostas valem US$ 1 milhão. Se convertermos em reais, elas valem muito mais! Muitas vezes elas são fáceis de serem dadas e adotadas. Mas, quando se trata de crise e dos salários oferecidos, a resposta é complexa e a consequência para quem está envolvido pode ser difícil de ser absorvida. Vamos lá: o mundo está em crise e para empresas multinacionais, nas quais as decisões estratégicas não estão em nosso País, isso significa nenhuma subsidiária. Estando essas decisões certas ou erradas, o que se observa é que cada vez mais os processos decisórios e o poder são centralizados fora das filiais.

O que isso nos diz? Que as posições locais estão perdendo em peso e focando seus esforços na execução! Desta forma, obviamente elas perdem relevância e valor. Este é o primeiro ponto que não devemos perder de vista. O segundo, e não menos importante, é que com crise há mais executivos disponíveis no mercado. Além disso, quem possui colocação tem receio de trocar de emprego, pois tem consciência do cenário atual. Logo, assim como na economia, quando a oferta é maior que a procura os salários em tempo de crise tendem a ser menores.

É simples, não é? Porém, quando o envolvido é você a situação fica complicada. A questão primordial que todos enfrentam é: como vou justificar isso depois da crise? De novo nos deparamos com resposta simples e complexa ao mesmo tempo: quando a turbulência passar, o mercado será diferente. Entretanto, ela pode não passar, pois vivemos em mundo cheio de vulnerabilidades e, queiramos ou não, vai continuar assim. Logo, a solução é analisar o que está sendo oferecido e se você aprenderá algo diferente nessa nova posição. Afinal, sempre há algo novo a conhecer, nem que seja navegar em nova cultura. Investigue o que estão oferecendo no mercado para posições semelhantes à sua e não se esqueça de que os mesmos conceitos e ferramentas que as empresas utilizam para colocar produto no mercado têm que ser utilizadas por você. Você é o ‘produto’, exigindo que se conheça muito bem assim como o mercado no qual está ou quer estar. Lembre-se que as empresas muitas vezes fazem promoções para que o consumidor compre seu produto, goste dele e depois continue sendo cliente.

Caso esse preço seja justo e a posição esteja dentro do seu mercado alvo, vá e comece a se preparar para posição mais elevada que a sua, pois assim no futuro estará disponível para voos mais altos. Mãos à obra rumo ao futuro. Planeje-se, prepare-se e rume em direção a ele. Vai chegar a lugares nunca imaginados. Boa sorte!

Irene Azevedoh é diretora de transição de carreira e gestão da mudança da Consultoria Hecth.

Palavra do leitor

Insegurança
Prezados, agradeço, em nome dos moradores de Santo André, ao coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, que aumentou o efetivo das rondas na cidade, o que é importante, pois estamos todos os dias inseguros. Mas tenho observado que principalmente na saída das escolas não há viaturas. Nós, pais, ficamos atentos e com medo devido à violência. Gostaria muito que o coronel desse atenção à nossa necessidade. Reginaldo Amaral dos Santos
Santo André

Torneiras secas
Sou morador do Parque Oratório, em Santo André, e estamos há praticamente uma semana sem água. O Semasa informa ora que a região está em manutenção, ora com abastecimento normal. No entanto, nas torneiras não sai uma gota de água. Foram abertos quatro chamados e nenhum deles teve retorno até o momento. Fomos informados apenas que há manutenção na região e que a previsão de retorno do serviço seria dia 22. Como podemos ter vida normal sem água? A água é item básico para o ser humano. No ponto alto do desespero três famílias se juntaram e contrataram caminhão-pipa, pois nem água do filtro saia. Tivemos gasto que não estava previsto utilizando dinheiro que estava reservado para outro fim. O Semasa vai nos reembolsar desse valor? Com certeza não e, além disso, nossas contas devem vir exorbitantes devido ao ar que entrou na tubulação durante as falhas de abastecimento. Manutenção que já dura sete dias! É absurdo e falta de respeito com os moradores dessa região.
José Roberto Santos
Santo André

A culpa é de quem?
Chega a ser engraçada e ao mesmo tempo ridícula a assertiva do governo em relação à aposentadoria. Pega aos quatro cantos que a Previdência Social está falida e que o rombo causado pelas aposentadorias é astronômico e se não for aprovada a reforma não terá condições de efetuar o pagamento das mesmas. O sistema está falido? Sim, porém não são os aposentados os causadores do estrago. Quanto criado o sistema previdenciário, há muitos anos, era formado pelo tripé governo, empresa e trabalhador, cada qual devendo contribuir com seu quinhão. Mas o governo nunca contribuiu com nada. O empregado sempre contribuiu, pois o desconto em seu pagamento é compulsório, e as empresas recolhem a sua cota para a Previdência. Porém, já de alguns anos, as empresas passaram a recolher somente a parte do empregado, isso quando recolhem. A reforma previdenciária precisa ser realizada, porém, não como apregoa o governo, pois se aprovada nesses termos – 49 anos de contribuição – ninguém mais conseguirá se aposentar. Resumo da história: a culpa é do aposentado.
Mario Rodrigues de Souza
Santo André

Carnaval
Quanta crise! Oh! Quanta agonia!. Mais de 1.000 sem trampo na Nação. Os políticos vão presos, mas têm tanta mordomia. Que se exploda o povão! Zé Kety que me perdoe a parodiazinha, mas é só rindo para não chorar. A nossa situação está negra. Não dá para pular o Carnaval com alegria, mas sim de raiva, de desespero, de indignação com tantas coisas erradas acontecendo neste País. Depois da Folia de Momo tudo vai voltar ao ‘normal’: a Saúde doente, o povo sem emprego e os criminosos livres, leves e soltos, pois sabem que as leis são brandas. E por aí vai. Se para melhorar a situação teremos que esperar 20 anos, paciência. Quem viver, verá.
Eunice Gallo
São Caetano

Multas
Assunto corriqueiro nas cidades do Grande ABC que nunca terminará enquanto os gestores públicos olharem somente para o lado financeiro é a aplicação de multas. Com retorno líquido e certo, elas enchem os cofres públicos. Não há transparência na aplicação dessas caça-níqueis legalizadas. Sem receber aviso para recurso na Jari, fui premiado pela administração do governo Auricchio, em São Caetano, com multa por suposto estacionamento irregular no Boulevard São Caetano, sem número. Pois bem, isso fica dentro da área do ParkShopping. Embora a legislação do CTB permita aos agentes autuar em qualquer via terrestre, fica pergunta: esses agentes estão verificando os rachas na Avenida Goiás? Ou estacionamento irregular na extensão dessa via? E as vagas de deficientes e idosos nas áreas públicas e privadas, alguém os chamou nesses locais? Brasil, País das multas.
Ailton Gomes
Ribeirão Pires
 



Comentários

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