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Palavra do Leitor

Publicado em quarta-feira, 1 de março de 2017 às 08:30 Histórico

Nova era na precificação de exames

Artigo

Em poucos momentos o impacto dos custos da Saúde sobre contas públicas, operadoras de Saúde, seguradoras e empresas foi tão discutido como atualmente. No Brasil, o ajuste fiscal colocou holofotes sobre a questão, em razão de novas limitações para as verbas do SUS (Sistema Único de Saúde). Mas não se trata de preocupação exclusivamente brasileira. Os avanços da medicina, com novas tecnologias que tornaram exames, medicamentos e tratamentos mais complexos e eficazes aumentaram a qualidade e expectativa de vida da população, mas trouxeram custos adicionais ao sistema.

As empresas que atuam no segmento de diagnóstico in vitro ou por imagem têm papel fundamental nessa discussão, pois trabalham fundamentalmente com algo que pode minimizar substancialmente o impacto de custos: a prevenção. Seja por meio de simples check-up que indique necessidade de mudança de hábitos do paciente, seja pelo diagnóstico e tratamento precoce de patologia grave, podemos ajudar a reduzir internações, cirurgias e procedimentos complexos, com impacto positivo sobre custos. Por isso, devemos ajudar o mercado a repensar a forma com que se calcula o valor do diagnóstico – o exame aparentemente mais caro é justamente o que traz menor impacto de custos ao sistema de Saúde como um todo. Outro aspecto que está em nosso radar é a questão da modularidade de plataforma, que se traduz em maior acesso a laboratórios de todo o País e, consequentemente, aos seus pacientes. A modularidade diminui o custo da obsolescência e evita a ociosidade precoce dos equipamentos.

Assistimos também ao surgimento de novas demandas em Saúde que precisam de soluções específicas: como os planos de Saúde brasileiros são custeados fundamentalmente pelas empresas, o aumento do desemprego fez com que milhões de trabalhadores perdessem essa proteção. O natural é que passassem a procurar o SUS, mas isso estimulou a criação de modelos de atendimento alternativos e disruptivos, como o Dr. Consulta. Esse tipo de iniciativa, que permite que pacientes tenham atendimento a preço acessível, reduz os custos do SUS, mas também vai exigir mudanças na forma de tratar o que fazemos em in vitro. Vai demandar de nós capacidade de adaptação a inédito modelo de atendimento de pacientes, inclusive com novos fluxos na prestação do serviço de diagnóstico.

Modelos de atendimento inovadores abrem janela para o crescimento do uso de máquinas que processem número pequeno de exames e com amostras muito pequenas, ou seja, os testes rápidos e em point of care, permitindo que o diagnóstico seja feito em paralelo ao atendimento.

Claudia Goulart é presidente da Vyttra Diagnósticos e COO da Adavium Medical.

Palavra do leitor

Transparência opaca
Não posso deixar de comentar a página oficial da Prefeitura de Santo André, na qual, como em um passe de mágica, os dados sobre as secretarias, conselhos etc sumiram. Ou estão como os radares móveis – escondidos atrás de muros e árvores – e devem estar em algum cantinho da página oficial. Mas evoco o artigo 92 da Lei Orgânica do Município e peço as informações que eram para estar transparentes no site da Prefeitura.
Lúcio Elias Pereira
Santo André

Despreparado
Nas reportagens que acompanho neste Diário, que desde sua fundação resiste às ofensivas políticas e tecnológicas para fazer o protagonismo regional, fica latente o despreparo do governo estadual, na figura de Geraldo Alckmin. Planejamento não existe, mas prazos de obras são para serem cumpridos, independentemente de crises políticas e econômicas. Justamente para isso que existe a fase do planejamento e gestão. Mas, infelizmente, o Geraldo faltou a essas aulas e o cidadão é quem paga a conta. Temos Metrô e trens sem rumo. Hospital Mário Covas não consegue distribuir remédio sem ter filas. O término do Rodoanel com a alça de acesso entre Ribeirão Pires e Suzano, prometido em 2015, somente será finalizado no mínimo em 2020 (Setecidades, dia 26). Tudo isso acontecendo e ainda tem gente que fica na ‘Alckminlândia’ dando milho aos pombos. Por isso te amamos/Meu Grande ABC/Meu sonho de vida/Meu mundo é você.
Ailton Gomes
Ribeirão Pires

Sem isenção
Entidades filantrópicas e religiosas são isentas de tributos. Em consequência, podem-se ludibriar e, em troca de ‘recibão’ de milhões, contentarem-se com pequenas doações. A respeito, de dirigente honesta de filantrópica já ouvi ‘o senhor não faz ideia das propostas que me fazem’. Muitas vezes operam em concorrência, por isso desleal, com empresas tributárias. Ideal seria que ninguém fosse isento de imposto único como aquele proposto por Marcos Cintra, incidente sobre toda e qualquer movimentação financeira. Insignificantes 3%, segundo ele, proporcionariam arrecadação maior que a de todos os tributos atuais. Então, por que não restabelecer esse tributo e cancelar os demais ou reduzi-los ao mínimo, apenas para manter controle?
Nevino Antônio Rocco
São Bernardo

Sem percepção
Alerto sobre e lastimo a falta de visão de nossos governantes e empresários quanto às festas de Carnaval, uma vez que no Grande ABC não houve desfiles das escolas de samba por falta de verba devido à crise no País. Mas não se viu isso na cidade de São Paulo, que teve vários eventos com blocos de Carnaval e que a cada ano cresce mais. E com a participação dos moradores do Grande ABC, que se encaminham para a Capital em grande número de jovens e até famílias inteiras porque nossa região não pôde oferecer a festa. Se houvesse, eles ficariam aqui e aplicariam seu dinheiro no comércio de nossas cidades e não na Capital! Por curiosidade, fiquei esses dias em frente à estação da CPTM em Santo André e, para meu espanto, verifiquei grande número de pessoas, em enormes filas, pegando o trem em direção à Capital neste Carnaval. Devia haver pessoas de todas as cidades do Grande ABC. Então, autoridades e empresários, acordem! Tragam tudo isso para nossa região, o que fará movimentar muito capital.
Maurício Goduto
Santo André

Panelaço
As redes sociais estão recheadas de comentários criticando a falta de panelaços em relação às decisões de Michel Temer. O presidente, apesar de ter sido eleito com os mesmos votos da Dilma, se mostra muito mais inteligente e esperto que sua antecessora. Sabedor que sua popularidade não é das melhores, prefere não se expor ao não realizar pronunciamentos em horário nobre, portanto, não é por falta de vontade e sim de oportunidade que os panelaços não aconteceram. Simples assim.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Gratidão
Como pai e responsável pelo aluno Cleyton Santos Campelo, registro meus sinceros agradecimentos à EE Prof. Percio Puccini, no Parque Erasmo Assunção, em Santo André, sob o comando da diretora Severina, pelo acolhimento escolar ao meu filho em seus estudos. Meus agradecimentos por relevantes ensinos oferecidos, bem como carisma e dedicação da diretoria e toda equipe que, irmanados, procuraram dar aos estudantes o melhor, mesmo com tantas dificuldades que o nosso desastroso Estado oferece. Aos alunos sou grato pelo carinho e respeito que tiveram com meu garoto nesses anos. Que Deus os ilumine.
Edson Campelo
Santo André

Todos iguais
Tenho sido tolo ao culpar só os petistas pelo péssimo desenvolvimento geral do País. Obviamente trata-se de conjunto de estruturas arcaicas e ineficientes que sempre controlaram o Estado brasileiro. É inadmissível que exista quem vote nessas velhas e conhecidas raposas que nada fazem além de buscar vantagens pessoais ilícitas, imorais ou antiéticas. Felizmente somos democracia e temos a liberdade de escolher por meio do voto nossos representantes, portanto, todos os eleitores têm culpa na péssima administração do País. Hoje tudo é festa e tomara que a capacidade de mobilização para festejar o Carnaval seja aproveitada para posterior busca de mudanças e transformação da sociedade. Esse jogo de ‘petralha’ contra ‘coxinha’ é só uma das artimanhas para gerar discórdia, desunião e retirar o foco da roubalheira diária e ininterrupta da administração pública brasileira.
Daniel Marques
Virginópolis (MG) 



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