Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 23 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Automóveis

automoveis@dgabc.com.br | 4435-8337

Versão intermediária do Nissan Kicks não abre mão da qualidade

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino

03/03/2017 | 07:33


Sua primeira aparição ao público aconteceu durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Meses mais tarde, ele chegou conquistando público e crítica (tanto que faturou diversos comparativos de veículos especializados), mas ainda assim o Nissan Kicks estava longe do pódio – até dezembro, ficava atrás de seu principal rival, o Honda HR-V, e da trinca Jeep Renegade, Ford EcoSport e Renault Duster, conforme os dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Para tentar reverter a opinião do consumidor que, apesar de enxergar seus atributos, ainda achava o preço do Kicks salgado (R$ 91,9 mil), a Nissan resolveu apresentar, durante o Salão do Automóvel de São Paulo, uma versão mais pelada para o Brasil. A SV Limited o deixou R$ 7.000 mais barato – R$ 84,9 mil. A consequência: exclusão de alguns itens – como as câmeras de 360 graus (ficou só a de ré) e os air bags extras (leia-se laterais e de cortina) – e alta nas vendas. Agora o Kicks ocupa o top three.

Se por um lado a configuração intermediária deixou o utilitário mais pobre em itens de série (não há opcionais), visualmente ambos são exatamente iguais. Aliás, exatamente, não! Pois quem quiser o teto em tom laranja, por exemplo, precisa mesmo comprar a SL.

Além das rodas de 17”, da grade cromada, do sistema de entretenimento com tela central de sete polegadas e da partida sem necessidade de plugar a chave na ignição, o SUV da marca japonesa (importado do México) também mantém a mecânica na configuração de entrada. Continua em cena o 1.6 flex com 16 válvulas e 114 cv (etanol e/ou gasolina) e o câmbio CVT (continuamente variável).

Ao contrário do que muitos pensam, não é pouco motor para muito carro. Mesmo com litragem menor frente à concorrência (Honda HR-V, por exemplo, tem bloco 1.8 de 140 cv) o Kicks responde bem ao pedal da direita. São 15,5 mkgf de torque (a 4.000 rpm) e aceleração entre 0 e 100 km/h em 12 segundos. Aqui, destaque para o peso inferior frente aos rivais. São só 1.142 quilos. Para comparação, o outro japa passa dos 1.400 kg.

Na prática, a reclamação fica por conta da transmissão, que gera certo retardo na progressividade de marchas, principalmente quando enfiamos o pé no acelerador. Ainda assim, para a proposta de SUV urbano, o Kicks acertou em cheio. Tanto que tem desempenho melhor do que muitos concorrentes automáticos por aí...

Vale lembrar que a inclusão da configuração de entrada no portfólio (chega em alguns meses) deve trazer a opção de câmbio manual de cinco marchas, a exemplo dos irmãos March e Versa, com quem o Kicks divide plataforma e, futuramente, a linha de produção – em Resende, no Rio de Janeiro.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.