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Tabuleiro é trilha para diversão

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com muitos desafios e objetivos a serem superados, jogos clássicos ainda reúnem a garotada


Tauana Marin

05/03/2017 | 07:22


Do jogo de adivinhação ao de estratégica, os clássicos do tabuleiro têm muitos adeptos. O que chama a atenção são os desafios que eles promovem, além de desenvolver conhecimento, paciência, atenção e estratégia. Quem joga sabe que anunciar o ‘xeque-mate’ ou tentar chegar primeiro ao fim não é tarefa fácil, mas é bem legal. 

Para Pedro Thiago de Brito Oliveira, 8 anos, de Santo André, a diversão e paixão pelo tabuleiro vieram do avô, há dois anos. “Aprendi a jogar xadrez com ele. É bastante difícil, mas sempre quero ir mais longe, principalmente porque nunca venci meu avô. Ele é fera. Jogar com meu pai também é complicado, mas não como o avô”, brinca. Já na escola, ele consegue ganhar dos amigos. “Minha dica para quem tem vontade é começar pela dama. É mais simples, mas precisa prestar muita atenção também para não perder as peças.”

Acostumado a ver todos em casa brincar com esse tipo de atração, Fernando Aguilar Oliveira, 12, não troca esses passatempos por videogames. “Logo com 6 anos comecei a jogar xadrez. Depois que aprendi a ler passei para outros jogos, como War, meu preferido.” 

Segundo o andreense, o War o ajudou bastante nas aulas e provas de História, já que, além de saber onde ficam os continentes, ainda aprende sobre tempos antigos. “Tenho War Império Romano e outro das Batalhas Mitológicas, que me traz conhecimento também.” A regra principal para vencer é ocupar o maior número de áreas possível com seu exército. “Há muitas regras específicas e isso torna tudo mais emocionante.”

Na casa de Mariana Pimenta Lopes, 8, a mesa e o chão da sala estão sempre cheios de jogos. A dupla formada pela amiga de condomínio Luiza Pirchio Hernandes, 11, passa o tempo vago se desafiando em títulos como Perfil Júnior, Detetive e Banco Imobiliário. “Sou muito ativa. Gosto de ficar na piscina, de correr, mas também adoro jogar e tenho paciência. Meu pai é muito bom e também acabo jogando com ele”, explica Mariana, que já inspira o irmão Murilo, 3. “Ele consegue fazer algumas coisas e fica quieto prestando atenção. Acho que vai gostar quando crescer.”

Luiza defende os jogos de tabuleiro porque consegue interagir com bastante amigos de uma só vez. “Quando cada um fica no celular ou nos eletrônicos não conseguimos jogar juntos. Por isso prefiro esse tipo de brincadeira.” O preferido é tradicional Jogo da Vida, criado nos anos 1960. “É como se eu fosse adulta: consigo me formar, casar, ter filhos, comprar e vender coisas. Faz a gente pensar nas decisões que temos que tomar.” E para quem fica triste ao perder, Luiza manda o recado: “É legal ganhar, mas a diversão está em ficar com os amigos e se divertir. Tudo faz parte do jogo”.

Xadrez surgiu em populações muito antigas

Os jogos de tabuleiro existem muito antes do que podemos imaginar. Segundo pesquisas, o xadrez, considerado a mais antiga atração do gênero, teve origem na Índia por volta do século 16. Ele tinha um formato primitivo e com regras diferentes das atuais. Outra teoria defende que ele tenha surgido na China, se espalhou pela Ásia Central e chegou à Pérsia no século 17. Ao longo do tempo sofreu modificações, mas o objetivo continua ser ‘cercar’ o Rei inimigo. 

Atualmente, o xadrez não é visto apenas um jogo, mas é um verdadeiro esporte, sendo também considerado uma arte e uma ciência. No Brasil, os campeonatos da modalidade ocorrem desde 1927

Outro grande clássico é War. O jogo norte-americano nasceu em 1957 e chegou por aqui em 1972, conquistando fãs até hoje. A brincadeira simula uma guerra com combates feitos com tropas e dados. Ele conta com várias versões temáticas e já conta com edição virtual.

Atrações estimulam cérebro e desenvolvem interação

Os jogos em geral são bastante estimulantes para as crianças. No caso das atrações com tabuleiro, a atividade é ainda mais benéfica ao cérebro. Alguns, inclusive, são utilizados em salas de aula.

Pode não parecer, mas enquanto se passa o tempo entretido na brincadeira, os participantes desenvolvem muitas partes do cérebro. Além disso, a ação é capaz de promover a interação com os colegas, fortalecendo e fazendo amizades. 

Jogos como xadrez e dama, por exemplo, desenvolvem a capacidade de observação, memória, comparação, atenção, coordenação motora, organização de pensamento e raciocínio lógico. É como se a mente fizesse exercício, como musculação intelectual, ficando ainda mais forte e saudável.

Games virtuais, como os disponibilizados para celulares e tablets, também podem ser educativos e estimulantes, mas é preciso ter equilíbrio.

Consultoria de Solange Regina Leoni, pedagoga com Licenciatura Plena e especialização em Alfabetização e Letramento e Educação Especial e Inclusiva, de Santo André. 



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