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S.Caetano promete zerar fila de espera na Saúde em 90 dias

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeitura lançou programa Intensivão da Saúde, cujo
objetivo é ampliar atendimento de consultas e exames


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

20/03/2017 | 23:11


 A Prefeitura de São Caetano deu início ontem ao programa Intensivão da Saúde, cujo objetivo é acabar com a fila de espera por consultas e exames na rede pública do município. A expectativa é a de que a ação consiga acabar em prazo de até 90 dias com toda a demanda reprimida da cidade, estimada atualmente em 31 mil agendamentos parados.

“A intenção é a que esse intensivão consiga, em curto prazo e com profissionais da própria rede pública, zerar uma demanda que ao longo dos últimos anos cresceu por diversos fatores, incluindo o mau planejamento da gestão anterior. O programa traz de volta a esperança para os moradores em ter um sistema de Saúde com qualidade”, declara a secretária da Pasta, Regina Maura Zetone.

Segundo ela, o programa consiste em dois modelos. No caso de consultas, que hoje possui fila de 14 mil pacientes, a ideia é contratar profissionais temporários para atender a demanda reprimida.

“Podemos exemplificar o modelo com os casos da dermatologia, que atualmente é a nossa maior demanda, com 7.700 pacientes em espera. Neste caso, iremos contratar 12 profissionais temporários na área para atender a população que espera por consulta. A ideia é que eles consigam por dia atender 50 pacientes, o que na semana chegará ao montante de 250 pessoas fora da fila de espera”, relata.

A estimativa é a de que a contratação temporária dos profissionais gere aos cofres públicos custo mensal de R$ 250 mil durante o período de vigência do programa. Segundo o Paço, ainda devem ser contratos profissionais na área de cardiologia e hematologia, líderes de fila em consultas.

Já no que diz respeito a exames – a fila é estimada em 17 mil agendamentos reprimidos –, a Prefeitura de São Caetano fará ampliação do horário de atendimento em unidades da própria administração.

“No caso de ultrassom nós tínhamos quatro equipamentos e conseguimos mais três por meio de uma solicitação especial com a empresa responsável pelo serviço. Na mamografia vamos atender de segunda a sexta-feira em horário estendido que pode chegar até as 19h em algumas datas. Assim como na tomografia vamos trabalhar com a carga total dos dois aparelhos que temos”, explica a secretária.

Com exceção dos exames de ressonância magnética, os quais serão realizados no Hospital Beneficência por meio de parceria já existente, todas as demais demandas de exames devem ser zeradas até o dia 20 de abril, segundo Regina Maura.

A secretária afirmou ainda que os primeiros agendamentos foram feitos ontem, já com a realização de exames, incluindo 17 mamografias. A ideia é que pacientes recebam informações sobre os procedimentos a partir de hoje via SMS e contato telefônico feito pela central de atendimento.

“Com a fila de espera zerada, esperamos que o município volte a ter como prioridade a reforma de suas unidades de Saúde. A Pasta tem empenhado esforços para obter esses recursos, mas precisamos que a demanda reprimida não seja mais um problema para a cidade”, relata Regina Maura.

 

Municípios adotam planos similares para zerar fila

Assim como feito na Capital no início do ano, com a criação do Corujão da Saúde, municípios do Grande ABC também têm empenhado esforços para colocar em prática planos que visem zerar a fila de espera de consultas e exames em equipamentos públicos de Saúde.

Em Santo André, a ideia é acabar com a demanda reprimida, hoje estimada em 57.812 consultas e 60.808 exames, por meio da compensação de dívidas que equipamentos de Saúde da rede privada da cidade possuem com o município.

O projeto de lei encaminhado para a Câmara prevê a alteração na legislação para permitir a compensação tributária em âmbito municipal, mediante prestação de serviços essenciais de Saúde pública, buscando zerar a fila de consultas e exames dentro de um ano, por meio dessa parceria com o setor privado.

O texto, que ainda não passou por votação dos vereadores da cidade, deverá ser pauta hoje durante sessão na Câmara. A expectativa é que os secretários Ana Paula Peña Dias (Saúde), Caio Costa e Paula (Assuntos Jurídicos) e José Grecco (Finanças) esclareçam na ocasião dúvidas decorrentes do projeto.

Em São Bernardo, onde 93.334 pessoas aguardam na fila para passar por consultas e exames na rede municipal de Saúde, a ideia da administração municipal também é recorrer à rede privada.

A princípio, a expectativa por parte do secretário da Saúde, Geraldo Reple, é conseguir utilizar espaços da rede pública da cidade para diminuir a demanda reprimida. No entanto, parcerias com a rede privada estão dentro do projeto para zerar a demanda.

“A proposta é fazer um chamamento público para atender essa demanda reprimida, utilizando a tabela do SUS. Mas, inicialmente, nossa intenção é fazer isso na própria rede, utilizando hospitais e unidades básicas de Saúde”, relata.

Na Capital, até o início do mês, cerca de 234,7 mil exames já tinham sido realizados pela Prefeitura dentro do programa Corujão da Saúde.

 

Descentralização volta a ser pauta de reunião no Consórcio

Reunião agendada para hoje no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC colocará em debate, mais uma vez, a discussão sobre a descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A expectativa é a de que o Estado se posicione sobre as propostas apresentadas da região para que o projeto seja efetivado.

“Vamos nos reunir com a comissão de intergestores regional. Esperamos que tenha alguma novidade sobre o tema”, declara a secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone.

Em debate desde 2014, a proposta para descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Mário Covas voltou a ganhar destaque no mês passado após novos secretários de Saúde e prefeitos da região declararem ao Diário interesse em tirar do papel o projeto.

No momento, o Estado analisa propostas encaminhadas por municípios para efetivar a medida que visa desafogar o atendimento do hospital estadual.



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